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Caso Master: Advogado deixa defesa de Daniel Vorcaro após PF rejeitar delação

O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, não integra mais a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A saída ocorreu “de comum acordo” com o banqueiro.

 

Juca havia assumido a defesa de Vorcaro em março deste ano, há pouco mais de dois meses. Ele é um dos principais criminalistas do Brasil, com vasta experiência em acordos de delação premiada – incluindo a do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, na Operação Lava Jato.

A saída em meio à crise

A mudança acontece na mesma semana em que a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro. Segundo apurações do R7, a PF avaliou que as informações trazidas pelo banqueiro “não são inéditas ou eficazes para o avanço das investigações”, além de faltar “robustez nas provas apresentadas para confirmar os relatos”.

Apesar da rejeição pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu manter as negociações em andamento. No entanto, interlocutores que acompanham o caso afirmam que um eventual acordo chancelado pela gestão do procurador-geral Paulo Gonet seria visto como um “vexame” e teria dificuldade para passar pelo crivo do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pressão e pedido de transferência

Segundo relatos, Daniel Vorcaro “já não suportaria mais a pressão de permanecer preso”. Após uma fase inicial de blindagem e proteção de aliados, o banqueiro estaria disposto a ampliar o escopo da colaboração premiada.

Na quinta-feira (21), a então defesa do empresário pediu a transferência de Vorcaro de uma cela na Superintendência da PF no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda – prédio conhecido como “Papudinha”. Os advogados alegaram que as condições do local onde Vorcaro está sob custódia na PF não estão adequadas.

O que está em jogo

A PF investiga supostos esquemas de corrupção, fraudes financeiras e desvios de recursos envolvendo fundos de pensão e regimes próprios de previdência social. Daniel Vorcaro tornou-se um dos alvos centrais das apurações.

Caso a PGR decida aceitar a delação, o acordo é assinado entre o Ministério Público e o colaborador e segue para homologação do ministro do STF. Se a PGR também rejeitar, a possibilidade de delação com base nesses termos é definitivamente encerrada, e o banqueiro continuará respondendo ao processo penal de forma convencional.

 

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