Na quarta-feira, 25, o Governo do Paraná divulgou que um carro utilizado para o cometimento de um homicídio em Paranaguá foi identificado através do uso do “Olho Vivo”, tecnologia de inteligência artificial desenvolvida pelo Estado. O crime ocorreu no bairro Bockmann no último dia 14 de fevereiro. Dois suspeitos que estavam no veículo foram presos pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Polícia Civil do Paraná (PCPR).
“Às 22h07 daquele dia, um homem foi assassinado a tiros na rua Miguel Nicolau Anastácio, n.º 173, em via pública. A vítima havia saído de casa para guardar seu veículo quando indivíduos em um automóvel efetuaram múltiplos disparos. Foram encontrados ao menos 14 estojos de pistola calibre 9mm na cena do crime”, detalha a Agência Estadual de Notícias (AEN).
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Segundo o Governo do Estado, câmeras do Olho Vivo instaladas em Paranaguá concederam auxílio a policiais militares, que encontraram o veículo que pode ter sido utilizado para o cometimento do homicídio. “Ele (o carro) estava na casa de um homem de 61 anos, que guardou o veículo a pedido de outro homem de 24 anos, que foi localizado em outra residência. Os dois foram detidos. Há suspeita da participação de um terceiro homem na dinâmica dos eventos”, detalha.
A equipe da PMPR que atendeu a ocorrência chegou ao veículo após acionamento da Agência Local de Inteligência. “A ferramenta integra dados de câmeras inteligentes espalhadas pela cidade, cruza informações em tempo real e analisa rotas de deslocamento, permitindo rastrear o trajeto de suspeitos com precisão”, acrescenta.
Fiat Línea prata, alerta de roubo e detalhes do carro
As imagens captadas por câmeras residenciais na área do crime foram cruzadas com o sistema Olho Vivo, que identificou o veículo suspeito: um Fiat Línea prata, com a lanterna de freio traseira esquerda queimada. “O veículo circulou por uma avenida do bairro às 22h08 daquela noite, apenas um minuto após os disparos, confirmando a compatibilidade de horário, rota e localização com o homicídio. O automóvel ainda tinha alerta de roubo ativo”, completa a AEN.
Após a prisão, o Fiat Línea foi encaminhado pela PCPR para perícia da Polícia Científica para averiguar adulteração nos sinais identificadores. “Também foram coletadas impressões digitais. A investigação segue em andamento para apurar a autoria do homicídio”, acrescenta a assessoria.
“A Polícia Científica ainda realizou a perícia no local do homicídio, onde peritos criminais procederam com o levantamento técnico-científico dos vestígios encontrados na via pública. A análise minuciosa da cena buscou estabelecer a posição dos atiradores, a trajetória dos disparos e as circunstâncias da execução, contribuindo para a produção de provas técnicas que subsidiam a investigação policial”, finaliza a AEN.
RELEMBRE O CASO
O motorista de aplicativo, Carlos Henrique dos Santos Rocha, de 43 anos, foi alvejado por tiros na cabeça e nas costas, e não resistiu aos graves ferimentos.
O crime aconteceu em um trecho da Rua Miguel Nicolau Anastácio, nas proximidades do cruzamento com a Rua Presidente Getúlio Vargas, quando Carlos Henrique saiu do interior da residência, onde estava com familiares, para guardar o carro na garagem.
Carlos Henrique foi abordado por ocupantes de um veículo sedan, cor prata, com luminoso indicando ser de aplicativo, que atiraram várias vezes na sua direção.
Com informações da AEN