Câmara Municipal de Mogi das Cruzes deu início à análise das diretrizes que irão orientar a elaboração do orçamento municipal para 2027.
Em audiência pública realizada na terça-feira (23), vereadores, representantes do Executivo e moradores conheceram os principais números da proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que projeta investimentos e despesas superiores a R$ 3 bilhões no próximo exercício.
A apresentação foi conduzida pelo presidente da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, vereador Vitor Emori (PL), com detalhamento técnico feito pelo secretário municipal de Finanças, Robson Senziali.
Segundo a proposta, o orçamento fiscal para 2027 está estimado em R$ 3,07 bilhões. Desse total, R$ 2,75 bilhões serão destinados à administração direta, incluindo Prefeitura e Câmara Municipal, enquanto R$ 317 milhões serão reservados ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae).
Somados aos R$ 302,94 milhões previstos para o Instituto de Previdência Municipal (Iprem), os recursos projetados alcançam R$ 3,37 bilhões. O montante representa crescimento nominal de 4,27% em relação ao orçamento estimado para 2026.
Entre as prioridades destacadas pela administração estão a manutenção dos serviços essenciais, como saúde, educação, transporte público, saneamento básico, assistência social e segurança.
A proposta também garante os percentuais mínimos constitucionais para saúde e educação e prevê reserva de contingência de até 5% da Receita Corrente Líquida para assegurar equilíbrio fiscal diante de possíveis oscilações econômicas.
Durante os debates, parlamentares questionaram o aumento dos custos com coleta de lixo e cobraram maior clareza sobre ações voltadas à valorização dos servidores municipais.
O Projeto de Lei nº 79/2026 seguirá agora para análise das comissões permanentes antes de ser votado em plenário.