A Câmara dos Deputados inaugura amanhã (23/4), às 18h, a exposição “Espécies brasileiras em aquarela”, com trabalhos das artistas mineiras Helena Rodrigues, Leir Barbosa e Rosa Alves. As 100 obras escolhidas representam diversas espécies da fauna e da flora brasileiras — algumas ameaçadas de extinção. A mostra de aquarelas sobre papel fica aberta à visitação até 11 de junho na Galeria Décimo.
Produzida pelo Centro Cultural da Casa, a coletiva busca chamar a atenção para a riqueza nativa do país e reafirmar a importância da ilustração botânica e zoológica e do registro científico como atos de resistência e preservação ambiental. Com estilos diferentes, as três artistas têm em comum uma longa trajetória na educação e uma estreita ligação com a natureza.
Nos trabalhos de Helena Rodrigues, o espectador poderá notar o rigor nos detalhes das plantas, répteis, aves e peixes — os quais trazem o máximo de informações sobre a aparência real das espécies. Nas pinceladas de Leir Barbosa, é possível identificar uma abordagem contemporânea na qual a precisão científica coexiste com a liberdade expressiva. Por outro lado, manifestam-se na obra de Rosa Alves o conhecimento clássico acadêmico e a tradição histórica das técnicas de ilustração científica.
Sobre as artistas
Formada em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), antiga Escola Guignard, Helena Rodrigues concluiu especializações em aquarela científica, ilustração médica e ilustração zoológica pela Proex na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) entre 2005 e 2008. Participou de exposições de esculturas em bronze, pinturas a óleo e aquarelas. Ilustrou publicações como o “Guia Ilustrado do Arboreto do Cerrado” e o “Livro Ilustrado da Zoobotânica”, publicados pela Editora UFMG.
Leir Barbosa é formada em Artes plásticas pela UEMG e pós-graduada por instituições de ensino em São Paulo, com especialidade em aquarela botânica pelo Proex/UFMG. Concluiu ainda cursos de ilustração científica, ilustração botânica e ilustração médica. Nos trabalhos mais recentes de Leir, destacam-se pinturas acrílicas sobre as destruições causadas pelos desastres ambientais ocorridos em Minas Gerais nos últimos anos, como os de Mariana e Ibirité.
Rosa Alves criou o Laboratório de Ilustração Científica após graduar-se em belas artes e especializar-se em história da cultura e da arte pela UFMG. Coordenou o Projeto de Extensão em Arte-Educação Ambiental para as escolas de ensino fundamental da prefeitura de Belo Horizonte. Fez mestrado em ilustração científica em Lisboa, pelo Instituto Superior de Educação e Ciências, em convênio com a Universidade de Évora. Ministrou diversos cursos de ilustração científica na UFMG, entre 2005 e 2015, abrangendo as áreas de botânica, zoologia e paleontologia. Helena Rodrigues e Leir Barbosa foram alunas de Rosa Alves.