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Câmara de SP vive acúmulo de CPIs com a aprovação de mais duas

Os vereadores de São Paulo decidiram na quarta-feira (7), que a Casa de Leis criará mais duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs): a que visa saber o paradeiro dos dados de cerca de 400 mil pessoas por meio de escaneamento de íris e outra que quer apurar a ocorrência dos bailes funk a céu aberto, conhecidos como “pancadões”.
Elas devem ficar em uma espécie de “fila”, já que desde o começo da legislatura haviam sido aprovadas uma para averiguar as razões por trás das enchentes no Jardim Pantanal, na Zona Leste, e a outra voltada às Habitações de Interesse Social (HIS).
Os vereadores de oposição ao governo Ricardo Nunes (MDB), que também votaram a favor das novas CPIs, acusam a prefeitura de atrasá-las.
Aprovada pela segunda vez, a CPI do escaneamento da íris foi idealizada pela vereadora Janaína Paschoal (PP) e quer investigar a coleta realizado por uma empresa com sedes nos Estados Unidos e na Alemanha.
A dos “pancadões” foi ideia de Rubinho Nunes (União) – também autor da CPI das HISs – e pretende saber se houve omissão de certos órgãos no combate a prática, uma das principais pautas de seu mandato.
Com relação às duas primeiras, os partidos deveriam respeitar um prazo estipulado para indicar os nomes dos integrantes que venceu no mês passado. A oposição argumenta que os partidos da base demoraram a escolher os nomes de propósito.
Depois de instaladas, elas têm prazo de 120 dias, podendo ser prorrogadas duas vezes por igual tempo.

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