Na terça-feira (29), a proposta de reajuste salarial dos servidores públicos municipais de São Paulo voltou a ser alvo de debates acalorados durante Audiência Pública e também durante a sessão ordinária realizada na Câmara Municipal.
O encontro, promovido pela Comissão de Finanças e Orçamento, tratou do Projeto de Lei 416/2025, de autoria do Executivo, que propõe uma atualização salarial em duas parcelas: a primeira de 2,60%, válida a partir de 1º de maio deste ano, e a segunda, de 2,55%, em maio de 2026. O texto já foi aprovado em primeira votação no Plenário.
O projeto também prevê a revalorização de 6,27% no abono complementar de docentes da Categoria 1 do Quadro dos Profissionais de Educação, além do aumento do auxílio-refeição e vale-alimentação, igualmente parcelado nos mesmos percentuais e prazos.
Representantes da Prefeitura, como a secretária de Gestão Marcela Arruda e técnicos da Fazenda e Planejamento, defenderam a medida com base no equilíbrio fiscal. Já servidores, sindicatos e associações criticaram a proposta por estar abaixo da inflação e por fragmentar os reajustes.
Durante as falas, houve apelos para retirada do projeto da pauta. Vereadores da oposição reforçaram o coro por valorização real e transparente, citando o superávit orçamentário da cidade. O debate expôs o abismo entre governo e funcionalismo, que cobra respeito e melhores condições.
Sessão
Já durante a sessão ordinária, o debate voltou a aflorar entre os vereadores e sindicalistas que estavam no plenário e populares que também acompanharam os trabalhos. O clima ficou tenso, houve insultos, bate-boca, empurrões e palavras de baixo calão trocadas entre alguns parlamentares. A sessão passou do horário normal de término.