A aprovação em primeiro turno do projeto de reajuste salarial (PL 416/25) na quarta-feira (23), para os servidores públicos municipais foi marcada por uma série de debates acalorados envolvendo vereadores da base do governo Ricardo Nunes (MDB), da oposição e de sindicalistas presentes nas galerias do Palácio Anchieta, sede do Legislativo paulistano.
Por alguns instantes, foi preciso a ação da Guarda Civil Municipal (GCM) para a retirada de alguns manifestantes que tentavam atrapalhar a votação, que terminou com o placar de 31 a 15.
Os servidores decidiram no fim da semana passada entrar em greve por desacordo ao reajuste proposto pelo Executivo, somando-se aos professores da rede municipal, os primeiros a paralisarem. Segundo as entidades, a proposta, além de não cobrir a inflação acumulada no período de um ano, conforme o indicador IPC-Fipe (5,16%) seria pago em duas parcelas em largo período de tempo: a primeira em maio deste ano e a segunda no mesmo mês do ano que vem.
Muitos vereadores da base do prefeito Nunes usaram a tribuna para externar não somente as razões para o voto contrário, mas para criticar a greve e de maneira dura os membros do sindicato que estavam presentes acompanhando a votação.
Ao decorrer da sessão, houve momentos de embates tensos, como, por exemplo, entre as vereadoras Amanda Vettorazzo (União) e Keit Lima (PSOL), que quase saíram às vias de fato.
SEGUNDO TURNO
Na próxima terça-feira (29), haverá a segunda votação do projeto. No mesmo dia, os sindicatos marcaram uma assembleia para decidir se a greve será estendida. Duas emendas foram apresentadas ao projeto, como a que garantiria o aumento no valor do vale-refeição e a que anteciparia o pagamento da segunda parcela para o mês de novembro deste ano. Porém ambas foram rejeitadas.