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Câmara de Mogi quer vagões exclusivos para mulheres nos trens da CPTM

Em sessão ordinária realizada na última semana, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou a Moção n. ° 21/2026, que pleiteia junto ao Governo do Estado de São Paulo a disponibilização de vagão exclusivo para mulheres no transporte ferroviário operado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A autoria do documento parlamentar é dos vereadores Francimário Vieira Farofa (PL), o Farofa, presidente do Legislativo e Mauro Araújo (MDB).

A reivindicação do Legislativo mogiano será direcionada à Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos, à própria CPTM e à concessionária responsável pela operação da Linha 11-Coral, que atende o Alto Tietê.

A medida visa reforçar a segurança, a dignidade e o bem-estar das mulheres que utilizam diariamente o transporte ferroviário, sobretudo nos horários de maior movimento, quando o elevado fluxo de passageiros aumenta significativamente os riscos de constrangimentos, importunações e situações de assédio.

Mauro Araújo, coautor, comentou o tema. “Será um avanço para o público feminino. O deputado Jorge Caruso [deputado estadual pelo MDB] tem um projeto para obrigar as concessionárias a fornecer esse vagão específico. A gente pode cobrar o presidente da Alesp [Assembleia Legislativa de São Paulo], que é da região e receberá uma homenagem nesta Casa de Leis em breve”.

Caruso reapresentou em março de 2026 uma propositura na Alesp que propõe a criação de ao menos um vagão exclusivo para mulheres em cada trem do Metrô e da CPTM em São Paulo

Farofa, que também assina a Moção, disse que a iniciativa já deu certo em outros municípios. “As mulheres sofrem muito com assédio no transporte ferroviário. O vagão exclusivo já deu certo em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, entre outras. Vou falar com o presidente da Alesp, André do Prado, para somarmos forças. Os números de denúncias são alarmantes. Em março, fizemos muitas ações a favor do público feminino. Estamos pleiteando também, por exemplo, uma Vara de Justiça específica para tratar de processos de violência contra a mulher. Isso vai acelerar as respostas de pedidos de medidas protetivas, entre outros instrumentos jurídicos de cuidado com a mulher”, disse.

Inês Paz (PSOL) votou a favor, mas pediu mais investimentos no transporte ferroviário. “O vagão exclusivo é uma medida paliativa. No entanto, precisamos investir em mais trens. Do contrário, as trabalhadoras viajarão para o trabalho amassadas como sardinha em lata por causa da lotação”.

A vereadora Priscila Yamagami (PL) elogiou a iniciativa. “Infelizmente, as mulheres hoje andam com medo. Precisamos educar os homens e combater a violência contra as mulheres, inclusive procurando entender as suas causas. Parabenizo meus colegas vereadores pela iniciativa”.

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