Caixas de som: enfim, silêncio nas praias

Nos últimos anos Florianópolis se transformou em destino turístico obrigatório para milhares de brasileiros e estrangeiros. Todos vêm em busca das nossas belezas naturais e das praias. Porém, nem sempre os visitantes conseguem desfrutar aqui da paz e do sossego que procuram.

O alto volume das caixas de som, geralmente com músicas de gosto duvidoso, acaba quebrando o encanto dos veranistas. E à medida que o ruído das caixas de som nas praias aumenta, maior também tem sido o barulho da população pedindo bom senso.

O fim dessa barulheira pode vir com a aprovação do projeto de lei da então vereadora e hoje vice-prefeita Maryanne Mattos (PL), protocolado na Câmara de Vereadores em 2021, mas que passou todo esse tempo esquecido em alguma gaveta.

Retomado esta semana, o projeto foi aprovado em primeira votação. Parabéns, vereadores por legislarem em favor da maioria da população. O projeto depende da aprovação em segunda votação para ser sancionado pelo prefeito Topázio Neto e virar lei.

Uma lei que dará fim ao martírio que atinge a todos no verão, indistintamente. Tanto moradores como visitantes são vítimas do excesso de decibéis que saem das pequenas caixinhas na areia das praias. Será a volta do sossego dos veranistas, aqueles que preferem ouvir o marulhar das águas, o som do vento e das ondas quebrando na praia.

Acabamos de sair de uma temporada de verão, com cerca de 2 milhões de turistas que passaram por Florianópolis. Dentro do projeto Fiscaliza Verão, do Grupo ND, a maioria das reclamações/denúncias que chegou era sobre caixas de som. Segundo os órgãos de segurança, o som alto é a maior causa de atritos no verão.

A proibição de caixas de som deve ser aplaudida pelos moradores da Capital. A cada ano cresce o número destes eletrônicos nas praias e a falta de educação de seus donos. A proibição tem o apoio dos veranistas. A vontade da maioria prevaleceu.

No momento em que Florianópolis investe no turismo de qualidade, com o lançamento da nova marca turística e do Plano Estratégico de Turismo, o fim do som alto nas praias é um passo importante para o setor, com ganhos para todos que dependem da temporada de verão. Porém, apenas a proibição, por força de lei, não é garantia de que a paz volte a reinar nas praias.

É preciso que o Poder Público, desde o início da proibição, siga o exemplo de Balneário Camboriú, que faz campanha de conscientização com placas nas praias. Depois, é necessário fiscalizar e multar os infratores. Com informação e fiscalização da prefeitura, o descanso dos veranistas no Litoral estará garantido.

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