A marca chinesa BYD mostra a linha 2026 dos modelos King, Song Pro e Yuan Plus e ainda envia um comunicado às fabricantes Toyota, Stellantis, Volkswagen e GM que resolveram divulgar uma carta contra a possível redução da alíquota de IPI para carros híbridos e elétricos da BYD montados em SKD e CKD, como é o caso da BYD.
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Quanto aos modelos da linha 2026 que foram mostrados pela BYD, temos o sedã médio King que teve uma leve redução de potência e torque para poder atender às normas de emissões. Passou de 110 cv para 98 cv e de 13,5 kgfm para 12,5 kgfm no motor 1.5, a gasolina que trabalha em conjunto com o elétrico que gera 209 ou 235 cv, dependendo da versão.
Além disso, o BYD King 2026 GS recebeu novas assistências à condução, como alerta de colisão frontal, controle de cruzeiro adaptativo, detector de ponto cego, frenagem automática de emergência e sistemas de monitoramento de permanência em faixa.
No caso do SUV médio Song Pro a novidade é o novo pacote Adas de nível 2. que inclui controle de cruzeiro adaptativo (ACC), controle de velocidade, sistema de reconhecimento de placas, sensor de ponto cego, alerta de colisão frontal, assistente de tráfego cruzado e assistente de permanência em faixa.
E o SUV Yuan Plus passa a ter uma nova cor preta como única novidade da linha 2026. O modelo continua equipado com motor elétrico dianteiro de 204 cv e 31,6 kgfm, rodas de aro 18 montadas em pneus 215/55R 18 e uma longa lista de itens de série com GPS, carregador de celular por indução, tampa traseira motorizada, entre vários outros.
Os preços da linha 2026 dos modelos King, Song Pro e Yuan Plus são os seguintes:
- BYD King GL – R$ 169.990
- BYD King GS – R$ 175.990
- BYD Song Pro GL – R$ 189.990
- BYD Song Pro GS – R$ 199.990
- BYD Yuan Plus – R$ 235.800
Disputa com fabricantes tradicionais
Imagem: Divulgação
Em resposta às fabricantes que se manifestaram contra a redução de IPI pleiteada pela BYD, a marca chinesa enviou um comunicado que pode ser lido na íntegra abaixo. Fala sobre a qualidade e tecnologia que a marca conseguiu oferecer aos brasileiros por um preço competitivo, algo que ainda não se tinha visto no Brasil.
O pleito da BYD que será decido se será concedido ou não envolve a redução das tarifas de importação de kits de veículos em CKD e SKD de 18 a 20% para 5 e 10%. Segundo a fabricante chinesa, há a geração de empregos para a sua montagem em Camaçari (BA).
A decisão deverá ser tomada hoje (30) em reunião com o Gecex (Comitê Executivo de Gestão da Camex) e a Câmara de Comércio Exterior, que fazem parte do governo federal. Confira abaixo o conteúdo do comunicado da BYD enviado à imprensa.
Por que a BYD incomoda tanto?
Empresa que trouxe carros tecnológicos, sustentáveis e mais acessíveis é atacada por concorrentes obsoletos
Dizem que o futuro chega de repente. Mas, às vezes, o que chega de repente é o e-mail. O da vez foi uma carta enviada por quatro das maiores montadoras brasileiras ao Presidente da República, implorando para ele abortar a inovação. É isso mesmo: pedem, com todas as letras, que o governo impeça a redução temporária dos impostos para quem ousa oferecer carros melhores por um preço mais justo.
Assinada por representantes da Toyota, Stellantis, Volkswagen e General Motors, a carta tem o tom dramático de quem acaba de ver um meteoro no céu. O problema não é o meteoro, claro. O problema é que ele está sendo bem recebido pelos consumidores — aqueles mesmos que, por décadas, foram obrigados a pagar caro por tecnologia velha e design preguiçoso.
Agora, chega uma empresa chinesa que acelera fábrica, baixa preço e coloca carro elétrico na garagem da classe média, e os dinossauros surtam. Não foi por acaso que uma concorrente reduziu o valor de um modelo elétrico em mais de 100 mil reais depois da chegada da BYD. Por que antes custava tanto?
A carta fala em “concorrência desleal”. Porque nada é mais desleal do que alguém jogar o jogo — e ganhar. Nada mais injusto do que montar um carro no Brasil sob o regime autorizado pelo governo, com data marcada para nacionalizar a produção, e ainda assim entregar um produto que as “locais” não conseguem nem sonhar em oferecer.
A reação da Anfavea e seus associados, infelizmente, não é novidade. Trata-se do velho roteiro de sempre: diante de qualquer sinal de abertura de mercado ou inovação, surgem as ameaças de demissões em massa, fechamento de fábricas e o fim do mundo como conhecemos. É uma espécie de chantagem emocional com verniz corporativo, repetida há décadas pelos barões da indústria para proteger um modelo de negócio que deixou o consumidor brasileiro como último da fila da modernidade.
A ironia é que enquanto as cartas se empilham em Brasília, os consumidores já tomaram sua decisão. Basta olhar os comentários nas redes sociais da própria Anfavea: “Lutar por carro mais barato vocês não lutam, agora querem nosso apoio pra que?”. Ou ainda: “Sempre vou dizer o seguinte: se a Anfavea está tão incomodada, é porque o outro lado vale a pena”. Os brasileiros querem andar para frente e não seguir em marcha a ré.
A redução temporária de imposto que a BYD pleiteia segue uma lógica simples e razoável: não faz sentido aplicar o mesmo nível de tributação sobre veículos 100% prontos trazidos do exterior e sobre veículos que são montados no Brasil, com geração de empregos locais, movimentação da cadeia logística e pagamento de encargos. Isso não é nenhuma novidade, outras montadoras já adotaram a mesma prática antes de ter a produção completa local.
E a BYD está fazendo isso. Em menos de um ano e meio, já está finalizando a primeira etapa das obras da fábrica em Camaçari (BA), no mesmo local onde outra montadora, que também era tradicional, desistiu do Brasil. Apenas o galpão de montagem final já é mais do que a metade do tamanho da antiga fábrica inteira. E o contrato com o Governo da Bahia já previa essa fase inicial de montagem enquanto o restante da estrutura é finalizado. Nada foi alterado. Tudo dentro do planejamento desde o começo.
O incômodo das concorrentes não tem a ver com impostos, nem com montagem, nem com empregos. Tem a ver com a perda de protagonismo. Com o fato de que um novo player chegou oferecendo mais e cobrando menos. Com o fato de que a tecnologia finalmente deixou de ser um luxo para poucos e virou realidade para muitos.
O que a BYD propõe ao Brasil não é um atalho nem uma esperteza fiscal. É uma visão de futuro com veículos mais limpos, mais seguros, mais conectados e com custo-benefício justo. Ajudar o Brasil a acelerar essa transição é um movimento estratégico não só para a marca, mas para o país.
O Presidente deveria ouvir essas cartas — e usá-las como prova de que está no caminho certo. Porque se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando.
BYD AUTO DO BRASIL