No momento que o BYD Dolphin Mini completa um ano no mercado brasileiro,onde lidera as vendas de modelos elétricos, fazemos um balanço dos prós e contras do modelo. Em 2024, o chinês teve 21.968 unidades vendidas, na frente do Dolphin (15.212) e do GWM Ora 03 (6.326), conforme dados da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos).
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Com lançamento impactante, com o apresentador Luciano Huck como garoto propaganda, além de projeto moderno, preço competitivo (a partir de R$ 122.800), o carro logo foi bem aceito no Brasil, mesmo sendo um país com pouca infraestrutura para os modelos 100% elétricos, com falta de estações de carregamento, principalmente fora das grandes capitais.
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Confira a seguir 5 motivos para comprar e outros 5 para fugir do modelo da marca chinesa, que diz que tem planos de fabricar o Dolphin Mini no Brasil
1 – Não precisa de uma gota de gasolina
Com os preços médios da gasolina subindo, atingindo R$ 6 o litro em São Paulo, R$ 6,03 no Riode Janeiro e R$ 6,09 em Minas Gerais, em janeiro, conforme dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), nada como andar em um carro elétrico com um carregador em casa.
Bom também é que o carro roda em silêncio e sem vibrações incômodas no acelerador, volante e câmbio, contribuindo com o conforto.
2 – Carro bem equipado
Imagem: Divulgação
A BYD não deixou de incluir uma boa lista de equipamentos no modelo mais em conta da marca. A tela da central multimídia é giratória e tem bom tamanho (10,1 polegadas). O volante tem base achatada e conta com os principais comandos, inclusive do sistema de som.
Além disso, tem um carregador de celular por indução que fica bem perto das mãos e o acabamento é caprichado.Direção com assistência elétrica, volante multifuncional com base achatada e rodas de liga-leve também fazem parte da lista.
3 – Desenho arrojado
O brasileiro faz questão de andar em um carro estiloso. E o Dolphin Mini é um deles, com linhas modernas que incluiem faróis e lanternas de LED, defletor de ar na parte traseira, alta linha de cintura, vincos das lanterais, antena na capota do tipo “barbatana de tubarão”, entre outros detalhes.
Por dentro, os bancos com encostos de cabeça integrados e macios, além da boa ergonomia, contam pontos, com comandos bem posicionados e sempre fáceis de serem acionados.
4 – Autonomia
Para um hatch de apenas 3,78 metros de comprimento por, 1,72 m de largura e 1,58 de altura, até que o Dolphin Mini tem boa autonomia, com seus 1.239 kg de peso. São 280 km, o suficiente para rodar no dia a dia na cidade antes de uma recarga. É bem mais que seu principal rival, o Renault Kwid E-Tech, que está prestes a mudar e tem 185 km de autonomia, conforme o Inmetro.
5 – Custo-benefício
Pelo preço sugerido do BYD Dolphin Mini (a partir de R$ 122.800) é difícil de encontrar um modelo com o mesmo nível de equipamentos e que leve a uma economia de combustível é manutenção, uma vez que os modelos eléricos têm menos peças e fluidos, o que torna o valor das revisões bem mais em conta que em carros apenas a combustão.
1 – Altura do solo

Imagem: Fernando Pedroso/Autoo
Como modelo importado, o BYD Dolphin Mini precisa ser guiado com certa cautela nas vias cheias de obstáculos e piso irregular do Brasil. São apenas 11 cm de vão livre do solo, portanto, redobre a atenção para ter danos na parte de baixo do carro, além da suspensão ao passar por valetas, lombadas, além de subidas e descidas íngrimes.
Caso o modelo venha mesmo a ser fabricado em Camaçari (BA), é um ponto que a parte de engenharia poderia mudar, deixando o carro com um vão livre do solo maior, além de novos pneus de perfil mais alto e fáceis de encontrar e não o 175/55R16 que é incomum no Brasil.
2 – Desempenho limitado
Embora seha suficiente para rodar na cidade, o fòlego do Dolphin Mini com seu motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque não é dos mais recomendáveis para pegar estrada, ainda mais próximo da carga máxima (390 kg), que diminui a autonomia e o fôlego nas ultrapassagens.
De acordo com dados da fabricante, a velocidade máxima do carro é de 130 km/h com a aceleração de 0 a 100 km/h em razoavelmente longos 14,9 segundos. Portanto, como carro urbano, o hatch cumpre seu papel, mas o mesmo não pode ser dito na estrada.
3 – Prestes a ter mudança visual
Vazaram fotos da versão reestilizada do BYD Dolphin Mini em meados do mês passado. As fotos revelam que o hatch elétrico terá novos para-choques, tanto dianteiro quanto traseiro, com apliques em preto.
Também mostram um ganho de equipamentos com câmeras para dar visão 360º e sensores de estacionamento dianteiros. O interior não deve ter alterações. Então, vale ficar de olho nestas mudanças.
4 – Falta de limpador traseiro

Imagem: Fernando Pedroso/Autoo
Além de ter apenas um braço articulado no limpador do vidro dianteiro, o que com chuva forte não é o ideal, o Dolphin Mini não tem limpador atrás. Com o avanço da aerodinâmica, até que isso pode ir de tornando dispensável ao longo do tempo, mas, hoje em dia, ainda faz falta.
Se deixar o carro sem lavar ou ter alguma limpeza nos vidros, pelo menos a cada 10 dias, a sujeira vai se acumulando e acaba prejudicando a visão traseira. É mais um ponto que a BYD precis anotar para melhorar no carro, caso venha a fabricá-lo no Brasil.
5 – Espaço
Há versões de 4 ou 5 lugares do Dolphin Mini. De qualquer forma, em ambas, o espaço é limitado, embora o porta-malas tenha 280 litros, o que plausível para um carro do porte do elétrico da BYD.
Tenha em mente que se a questão do espaço é importante para você ou para sua família, deve pensar bem antes de decidir pela compra do hatch elétrico da BYD. O carro é ideal para casais ou famílias pequenas, para rodar na cidade,com pouca bagagem.

Carlos Guimares
Jornalista h mais de 20 anos, j acelerou vrias novidades, mas no dispensa seu clssico no final de semana