Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]
O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira em queda, enquanto a Bolsa brasileira avançou em meio a um cenário externo marcado por incertezas geopolíticas e dados econômicos locais.
A moeda norte-americana recuou 0,18% e fechou cotada a R$ 4,974, mantendo-se abaixo do patamar de R$ 5. Na semana anterior, o dólar já havia acumulado baixa de 0,56%, atingindo níveis inferiores aos registrados desde março de 2024.
Já o mercado acionário brasileiro teve desempenho positivo. O Ibovespa subiu 0,24% e fechou aos 196.206,20 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a avançar 0,3%, mas perdeu força ao longo do dia. O movimento ocorre após a queda de 0,81% registrada na semana anterior e foi influenciado por um volume reduzido de negociações, devido ao feriado de Tiradentes.
No cenário internacional, as bolsas europeias fecharam em baixa diante das incertezas relacionadas à guerra entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,8%. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,15%, enquanto em Londres o FTSE teve baixa de 0,55%. O movimento interrompeu o otimismo da sessão anterior, quando o índice europeu havia avançado mais de 1% após declarações envolvendo o Estreito de Hormuz.
O ambiente geopolítico segue no centro das atenções dos investidores. O Irã voltou a bloquear a passagem pelo Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Além disso, o país negou participação em novas negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos.
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que é “altamente improvável” a extensão do cessar-fogo de duas semanas com o Irã e alertou para uma possível escalada caso não haja acordo. “Então muitas bombas começarão a explodir”, disse o presidente em entrevista.
No Brasil, a combinação de feriado e cautela global reduziu a liquidez do mercado. O dólar chegou a oscilar entre a mínima de R$ 4,9711 e a máxima de R$ 4,9926 ao longo do dia.
No campo doméstico, as expectativas de inflação voltaram a subir pela sexta semana consecutiva. O mercado elevou a projeção do IPCA de 4,71% para 4,8% em 2026, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Com isso, também houve ajuste nas expectativas para a política monetária. Analistas passaram a projetar a taxa Selic em 13% ao ano no fim de 2026, acima da estimativa anterior de 12,5%, refletindo a preocupação com a pressão inflacionária e seus impactos sobre os juros.