Quem visita Minas Gerais em busca de móveis de madeira, obras de arte e peças de artesanato encontra em Bichinho um dos destinos mais procurados do estado.
Continua após a publicidade
A cerca de 7 km de Tiradentes, o distrito reúne dezenas de ateliês, oficinas, lojas de móveis artesanais e galerias, se transformando no refúgio dos amantes de artesanato e decorações em Minas Gerais.
Com apelido de origem controvérsia, o nome verdadeiro da região é Vitoriano Veloso, homenagem ao único inconfidente negro do estado de Minas Gerais. Algumas pessoas dizem que “Bichinho” vem do apelido de Vitoriano, que era o mesmo. Já outras apostam na referência santa.
Na igreja de Nossa Senhora da Penha da França, no centro de Bichinho, há um pequeno lagarto aos pés da santa, que era chamado por esse apelido.
Continua após a publicidade
Da mineração ao artesanato
A história de Bichinho, distrito oficialmente chamado Vitoriano Veloso, se inicia no século XVIII, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais.
O povoado surgiu como ponto de apoio para tropeiros e mineradores que circulavam pela região de São João del Rei. Dessa forma, a região se manteve com um perfil rural e tranquilo por muito tempo.
Essa realidade começou a mudar na década de 1990, quando a chegada do artista plástico Toty (Antônio Carlos Bech) e a criação da Oficina de Agosto impulsionaram a formação de artesãos locais. Assim, transformando o distrito em um dos principais polos de arte e artesanato do estado.
Continua após a publicidade
O projeto iniciado por Toty ultrapassou os limites de um único ateliê. Muitos artesãos formados na Oficina de Agosto abriram seus próprios negócios, impulsionando a economia local e transformando Bichinho em uma referência nacional na produção de arte e artesanato.
O que fazer em Bichinho
Repleto de lojas de móveis, ateliês, obras de arte e artesanato, Bichinho atrai visitantes que buscam boas opções compras a preço justo.
Além da Oficina de Agosto, que oferece suas tradicionais obras de arte, móveis e peças de decoração em madeira de demolição, existem outras opções para conhecer a arte do distrito.
Continua após a publicidade
Entre ateliês e oficinas
Na rua principal do vilarejo, fica a Galeria Bichinho. Além de reunir outros destaques artísticos do distrito, a galeria conta com uma sorveteria, cafés e restaurantes para uma pausa durante o passeio.
Além disso, itens curiosos compõem as atrações, como o globo utilizado no primeiro Rock in Rio e a primeira caixa de correio do Brasil.
No entanto, o principal cartão-postal da cidade é a Casa Torta. Não sendo surpresa por seu nome, as duas casas inclinadas não contam apenas com sua aparência curiosa. Diversas atividades são oferecidas para toda família.
Continua após a publicidade
Outra parte indispensável do roteiro é a visitação aos alambiques, que correspondem à fama das cachaças mineiras. Na Taboroa, próxima à Casa Torta, dá para entrar em um alambique em formato de barril.
Os principais cartões-postais de Bichinho
Outra atração é a visitação a Igreja Nossa Senhora da Penha, inaugurada em 1771. O seu interior guarda detalhes dourados e pinturas elaboradas no forro, tendo contraste com o seu exterior em pedra sabão.
Entre história, arte, gastronomia e tradição, Bichinho mostra que um pequeno distrito pode reunir atrações suficientes para ocupar um dia inteiro de passeio.
Continua após a publicidade
Dessa forma, não é por acaso que o vilarejo se tornou uma das paradas obrigatórias para quem visita Tiradentes e a região do Campo das Vertentes.
Veja abaixo no vídeo do canal De Fora em Juíz de Fora, mostrando um roteiro completo para visitar o vilarejo de Bichinho:
Como chegar e quando visitar
A partir de Tiradentes, Bichinho fica a cerca de 7 km de distância e pode ser acessado em aproximadamente 15 minutos de carro pela MG-338. Dessa forma, o trajeto é curto e costuma fazer parte do roteiro de quem visita a região do Campo das Vertentes.
Continua após a publicidade
O distrito pode ser visitado durante todo o ano. Nos finais de semana e feriados, as lojas e ateliês costumam estar mais movimentados, enquanto os dias úteis oferecem um passeio mais tranquilo para conhecer os espaços com calma.
Dessa forma, quem pretende aproveitar melhor a experiência também pode combinar a visita com Tiradentes, dedicando um dia para explorar o centro histórico da cidade e outro para percorrer as oficinas, galerias e alambiques de Bichinho.
Por que vale a pena conhecer Bichinho
Mais do que um bate-volta a partir de Tiradentes, Bichinho se consolidou como um destino próprio em Minas Gerais. A mistura entre história, tradição e produção artesanal transformou o pequeno distrito em uma referência para quem busca experiências ligadas à cultura local.
Continua após a publicidade
Entre ateliês, galerias, construções curiosas e antigas tradições mineiras, o vilarejo mostra como a criatividade ajudou a reinventar a economia da região. Formando, assim, um passeio que vai muito além das compras e revela um dos destinos mais autênticos do interior de Minas Gerais.