O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem feito movimentos que indicam sua disposição, quem sabe, para concorrer ao governo do Estado em 2026. A recente escolha de ex-prefeitos paulistas para compor seu secretariado reforça essa possibilidade e tem gerado especulações nos bastidores na política paulistana. A estratégia do chefe do Executivo ganhou ainda mais força após a divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Paraná Pesquisas no último dia 25 de fevereiro, que o colocou na liderança em um cenário sem a presença do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O levantamento mostra Nunes (MDB) na liderança com 27% e Pablo Marçal (PRTB) 25,7%, vale destacar que o empresário foi condenado a inelegibilidade por 8 anos e deve ficar fora do pleito de 2026. Em seguida, aparece o nome do ex-governador Márcio França (PSB) com 17%, Alexandre Padilha (PT) 6,3%, Paulo Serra (PSDB) 5,1%, Não sabe/não respondeu 6,8% e Nenhum/branco/nulo 12,2%. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram ouvidos 1.650 eleitores em 86 municípios paulistas. Realizado entre 20 e 23 de fevereiro, o estudo tem o nível de confiança de 95%.
Entusiasmado com os números, o prefeito tem destacado a base eleitoral que conquistou em 2024, quando recebeu cerca de 3 milhões de votos no segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL).
A possível candidatura de Nunes depende diretamente da decisão de Tarcísio sobre disputar a Presidência da República. Caso o governador decida concorrer ao Planalto, abrirá espaço para um sucessor no Palácio dos Bandeirantes. Nunes, por sua vez, teria até abril de 2026 para renunciar e oficializar sua candidatura.
Para fortalecer sua influência política, o prefeito nomeou quatro ex-prefeitos para cargos estratégicos: Orlando Morando (São Bernardo do Campo) para a Secretaria de Segurança Urbana; Rodrigo Ashiuchi (Suzano) para a Secretaria do Verde e Meio Ambiente; Rogério Lins (Osasco) para a Secretaria de Esportes; e Luiz Fernando Machado (Jundiaí) para a Secretaria de Parcerias e Desestatização.
A tática remete à adotada por José Serra (PSDB) em sua gestão na Prefeitura de São Paulo, quando incorporou lideranças do interior para ampliar sua base política no estado. Mesmo que Tarcísio decida concorrer à Presidência, Nunes ainda precisará disputar a preferência do governador na escolha de seu sucessor.
Outros nomes fortes para a indicação são o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o atual vice-governador Felício Ramuth (PSD) e o secretário estadual de Segurança Guilherme Derrite (PL).
Sua gestão com foco na segurança pública tem colhido frutos. Segundo dados do Instituto Paraná Pesquisas, o prefeito da capital possui 60% de aprovação conforme levantamento da última terça-feira (18).
Ainda neste ano, será decisivo, caso o prefeito Ricardo Nunes realmente queira consolidar um projeto que garanta a ele uma futura candidatura ao governo do Estado.