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As políticas de valorização dos servidores técnicos e administrativos da USP – Jornal da USP

UM A força da posição privilegiada da USP como a melhor universidade do Brasil se deve à qualidade e ao esforço de toda a nossa comunidade – servidores técnicos e administrativos, alunos de graduação e pós-graduação.

Tendo em mente esse fato, a atual gestão reitoral, dos professores Aluísio Segurado e Liedi Bernucci, apresentou, na última reunião do Conselho Universitário, de 31/03/2026, como ações em curso ou em implementação para valorização das pessoas na Universidade.

Dentre as ações de valorização de pessoas apresentadas para toda a comunidade, gostaríamos de destacar e detalhar as ações que a Coordenadoria de Administração Geral (Codage) já implementou em 2026 ou que estão em andamento.

1. Recomposição da Comissão Central de Recursos Humanos (CCRH)

A Comissão Central de Recursos Humanos (CCRH) foi instituída em 1990, com o objetivo de apoiar o Chanceler na elaboração de políticas e estratégias de gestão de recursos humanos. No próximo dia 16/04, a CCRH realizará a sua primeira reunião de 2026, com a participação de representantes do corpo técnico e administrativo e dos professores.

2. Revisão dos valores dos benefícios: Vale Alimentação, Vale Refeição e Auxílio Saúde

O Vale Refeição foi reajustado, com validade a partir de abril, de R$ 45 para R$ 65 por dia. Já o Vale Alimentação foi reajustado para R$ 2.050, enquanto o Auxílio Saúde teve aumento de 14,3%.

Se considerarmos a base de 25 de maio, o Vale Alimentação foi reajustado de R$ 1.290 para R$ 2.050 – um aumento de R$ 760,00. Em 2025, o Vale Refeição teve redução da coparticipação dos servidos de 20% para 1%, o que significou aumento real do valor recebido. Considerando o aumento para o valor atual de R$ 65, o valor total em relação a maio/25 é de R$ 28,35/dia, ou R$ 623,70/mês. Portanto, o ganho total real na remuneração – sem incidência de imposto de renda ou contribuição previdenciária -, foi de R$ 1.383,70 por mês.

3. Valorização das qualificações do quadro de servidores técnicos e administrativos

As carreiras dos servidores técnicos e administrativos são divididas em três níveis: básico, técnico e de nível superior. Por força de lei, essas carreiras não prejudicam a mobilidade entre elas a não serem por meio de concurso público. Esse fato não impede que muitos servidores busquem qualificações como cursos de graduação ou pós ao longo de sua vida profissional. No entanto, podem-se valorizar essas qualificações obtidas ao longo da carreira. A Reitoria recebeu, no último mês de março, um Plano de Valorização da Qualificação, elaborado por um conjunto de servidores, cuja viabilidade técnica e econômico-financeira está sendo analisada pela Codage e será discutida no âmbito da CCRH. A expectativa é que, ainda em 2026, a Codage, por meio do Departamento de Recursos Humanos (DRH), conclua a elaboração deste plano, para posterior implementação a partir de 2027. Lembramos que, devido às restrições impostas pelo período eleitoral, a partir de abril de 2026, não é permitida a concessão de benefícios de servidores e serviços que cedam a recomposição das perdas cionárias.

4. Retomada do Renova USP e Implantação de novo sistema de mobilidade interna

Duas demandas recorrentes dos servidores estão sendo enviadas rompers: a retomada da especificação de capacitação e parlamenta de readaptação de função, o programa Renova USP, e o novo sistema de mobilidade interna.

Muitos servidores possuem problemas de saúde que impedem o desempenho de sua função, ou estão em função de extinção na Universidade e é fundamental que estes servidores tenham capacidade específica para prosseguirem suas carreiras em funções adequadas às suas condições. O Renova USP tem como objetivo preparar esses servidores para assumirem novas funções por meio de cursos e treinamentos diversos.

Outra demanda recorrente é a retomada do sistema de mobilidade interna, procurador conciliar como demandas de vagas com servidores que desejem mudar de posição, de forma transparente.

5. Escola USP de Gestão e os Planos de Desenvolvimento Individuais (PDI)

O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) constitui elemento estruturante das políticas de desenvolvimento e, por consequência, de valorização dos nossos servidores. Portanto, é fundamental que as iniciativas de melhoria oferecidas pela Universidade estejam alinhadas ao PDI de cada servidor.

Com esse propósito, a Escola USP de Gestão, imbuída do propósito de formar continuamente tanto os servidores técnico-administrativos quanto os professores que ocupam funções de gestão, atuará, em parceria com o DRH, e desenvolverá essas oportunidades de aprimoramento a partir do processamento e análise crítica do conjunto de PDIs de todo o quadro funcional.

Em resposta às demandas identificadas com a implantação do Ciclo de Gestão de Desempenho, essas ações terão como objetivo especial preparar o corpo funcional para lidar com as rápidas transformações do ambiente de trabalho, decorrentes do avanço da digitalização, da inteligência artificial e de outros instrumentos tecnológicos, bem como para executar atividades técnicas específicas de suas famílias funcionais.

Nesse sentido, a Escola USP de Gestão, ligada à Codage, está desenvolvendo uma série de ações para viabilizar esse plano:

  • Parcerias com agentes internos e externos da Universidade, como a Escola de Governo do Estado de São Paulo, a Escola de Educação Corporativa da Unicamp e o Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial da USP, para promoção conjunta de cursos, a serem oferecidos a servidores técnicos e administrativos;
  • Realização do 3º Conpuesp, que é o Congresso dos Profissionais das Universidades Estaduais de São Paulo, realização em parceria com a Unesp e a Unicamp;
  • Apoiar demandas de cursos dos órgãos e unidades, alinhadas às prioridades definidas pela política de desenvolvimento de profissionais da USP;
  • Lançamento de nova plataforma de cursos da Faculdade de Administração da USP.

Nesse contexto, o processo de revitalização da carreira e as ações de desenvolvimento dos servidores técnicos e administrativos representam um marco na retomada das políticas de valorização profissional e reforçam o compromisso da atual gestão com o desenvolvimento de todo o corpo funcional da Universidade.

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(As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões de veículos nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. (Acesse aqui nossos parâmetros editoriais para artigos de opinião.)

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