Um policial militar escapou de ser atingido por um tiro durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Três Barras, no Planalto Norte de Santa Catarina. O suspeito apontou um revólver contra o agente e acionou o gatilho, mas a munição falhou.
A 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, denunciou o homem por tentativa de homicídio qualificado contra agente de segurança e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.
Conforme a denúncia apresentada pela promotoria, o homem teria percebido a chegada das equipes policiais e fugido pelos fundos do imóvel. Durante a fuga, ele estaria armado com um revólver que tinha a numeração raspada.
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O suspeito foi alcançado por um dos policiais que participavam do cerco. Mesmo após receber ordem para soltar a arma, segundo o Ministério Público, ele teria apontado o revólver na direção do agente e acionado o gatilho. A arma, porém, não disparou.
Suspeito de atirar em policial foi preso
Diante da situação, o policial teria reagido com dois disparos. O suspeito caiu e soltou o revólver, que acabou apreendido pela equipe. De acordo com a denúncia, a arma estava com duas munições. Uma delas apresentava marcas compatíveis com uma tentativa de disparo.
Mesmo após cair, o homem teria conseguido se levantar e fugido novamente, desta vez passando por terrenos vizinhos. Ele acabou localizado e preso pelos policiais. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva.
MPSC pede julgamento pelo Tribunal do Júri
Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o caso configura tentativa de homicídio qualificado contra policial em razão do exercício da função, além de porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.
A promotoria também pediu que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri e que seja fixada indenização de R$ 30 mil por danos morais em favor do policial.
A denúncia foi apresentada à Justiça no domingo (23), mas ainda aguarda recebimento pelo Judiciário. As acusações descritas pelo MPSC ainda serão analisadas no processo, e o homem tem direito à defesa e à presunção de inocência.