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Aprovação do reajuste é marcada por embates e polêmicas em SP

O projeto 416/2025 que concede mudança na remuneração dos servidores municipais de São Paulo foi aprovado em sessão realizada na noite desta terça-feira (29). A proposta apresentada pelo governo Ricardo Nunes (MDB) pretende aumentar os salários em duas parcelas: a primeira, de 2,6%, a ser paga neste mês, e a segunda, de 2,55% a ser acertada em maio do ano que vem. Dos 52 presentes, 34 votaram a favor do texto original e 17 contra.
Com quase sete horas de duração, os debates foram extremamente acalorados, em que se misturaram embates físicos e discursos polêmicos. Somam-se a isso as constantes intervenções dos sindicalistas presentes nas galerias e a mobilização dos servidores ligados aos sindicatos que ocuparam a entrada da sede do legislativo.
Muitos vereadores da base governista usaram a tribuna para rechaçar os grevistas, entre eles Rubinho Nunes (União), Amanda Vettorazzo (União) e Lucas Pavanato (PL) que voltou a chamar a atitude dos sindicalistas de “vagabundagem”.
Cris Monteiro (Novo), por sua vez, foi acusada por opositores de racismo ao dizer em tribuna que “uma mulher rica, branca e bonita” incomodava aqueles que protestavam contra o aumento.
As constantes críticas aos grevistas motivaram um pedido de denúncia feito por Sílvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL, a corregedoria contra uma série de vereadores da base de Nunes.
Luna Zarattini (PT) disse que as emendas apresentadas pela oposição visavam aperfeiçoar o projeto e Celso Giannazi (PSOL) argumentou que São Paulo tem dinheiro suficiente no caixa para atender a demanda dos servidores. Mesmo aprovado, os sindicalistas decidiram ainda na terça-feira pela continuidade da greve que já dura duas semanas.
Depois da aprovação do texto original, seis emendas foram votadas. Quatro delas foram rejeitadas por 34 parlamentares. As outras duas, por outro lado, tiveram a adesão unânime. A primeira determina que o ano de 2025 seja base para futuros reajustes e a segunda traz uma mudança no valor do auxílio-refeição e no vale-alimentação no valor de 5,21% a partir do dia 1º de maio.

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