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Apenas 20% das rodovias brasileiras oferecem alto nível de segurança, diz pesquisa

(FOLHAPRESS) – No Brasil, apenas duas em cada duas estradas apresentam alto índice de “perdão aos motoristas”, ou sejam, o que oferece maior nível de segurança em caso de acidentes de trânsito.

Do outro lado da estatística, em cerca de 38% das estradas esse indicador é baixo, ou seja, a estrutura viária oferece perigo maior -o risco é médio em metade das estradas provadas.

Os dados, analisados ​​em 2025, fazem parte de uma pesquisa da CNT Rodovias chamada Índice de Perdão nas Rodovias.

Uma pesquisa completa, que avalia os condicionados das estradas brasileiras, é realizada anualmente pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e é publicada neste filme.

O extrato mostrado nesta quarta-feira (3) avalia o quanto as características físicas das rodovias podem influenciar a gravidade das atividades.

Ao todo foram avaliações pouco mais de 114 mil km em todo o país.

A metodologia da CNT baseia-se num conceito internacional de “caminhos que perdoam”.

Conforme a confederação, o estudo indica o potencial de uma infraestrutura atenuar ou agravar os impactos dos sinistros para os usuários das vias.

Quanto menos graves forem as consunções, maior é o nível de perdão atribuído à rodovia.

Entre os elementos analisados ​​estão dispositivos de contenção (defesas e barreiras), acostamentos, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros equipamentos de segurança passiva.

Do total de milhas pesquisadas, 19,9% (22.694 km) foram classificados com alto índice de perda; 42,7% (48.733 km), com risco médio e em 37,5% (44.770 km), o perigo é maior.

Face aos dados de 2024, registou-se uma ligeira diminuição na percentagem de ações classificadas como de alta perda (-0,4 ponto percentual) e um aumento na faixa intermédia (0,9 ponto percentual).

“Esse cenário mostra que mais de 80% das áreas analisadas continuam apresentando média ou alta probabilidade de falhas de infraestrutura, erros de condução ou problemas mecânicos, resultando em mortes ou ferimentos graves”, diz a pesquisa.

São Paulo está seguro. Em 70% dos quase 11 mil km de estradas paulistas avaliadas com elevado padrão de segurança – somente em 518 km foram constatados riscos elevados.

Há casos, como do Amapá e de Roraima, em que não há nenhum quilômetro com a maior avaliação na análise do levantamento.

Os piores percentuais de baixas perdas são do Amazonas (74,7%) e do Maranhão (74,3%).

No Amazonas, onde o risco é maior, foram avaliados apenas 989 km de estradas (menos de 10% em relação a São Paulo) e no Maranhão, 4.724.
Procurados por e-mail, os governos do Amazonas, Maranhão, Amapá e Roraima, e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do governo federal, não responderam até a publicação deste texto.

Os trechos com alto índice de perdão concentram-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde predominam as concessões.

Norte, Nordeste e Centro-Oeste registram corredores com índices médios e baixos, inclusive em rotas usadas para transporte de cargas e passageiros.

Mas há casos como Minas Gerais. Das 85 estradas listadas, oito apresentam uma taxa de perdas 100% baixa. Todos são públicos, administrados pelo governo estadual ou federal.

São Paulo possui apenas duas rodovias na faixa vermelha, de 106 levantamentos, a SP-613 (rodovia Arlindo Béttio, na região de Presidente Prudente) e a SPA-074, via de acesso na região de Araraquara, ambas administradas pelo DER (Departamento de Estradas e Estradas), do governo do estado.

Na malha paulista, 28 recebeu índice azul de alto padrão -a SP 091, rodovia Francisco Von Zuben, também conhecida como Campinas-Valinhos, é a única pública neste grupo.

O levantamento mostra que, no geral no país, rodovias sob concessão privada são mais seguras. Segundo os dados, 62% (18.670 km) apresentam alto índice de perdas, enquanto apenas 2,4% (718 km), o risco é o mais elevado.

Nas rodovias públicas, ou seja, administradas por governos, metade delas (42.052 km) têm baixo nível de segurança e apenas 4,8% (4.024 km) já que as consequências dos acidentes podem ser menores devido às condições da estrada.

O percentual de estradas sob gestão pública com alto perdão caiu de 6,2%, em 2024, para 4,8%, entetanto as concedidas mantiveram patamar de pesoendo superior.

“A terceira edição do painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente na gravidade dos acidentes”, afirmou a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende.

“Embora o cenário nacional indique estabilidad, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais, reficando a necessidade de ampliar investimentos em segurança viária, especialmente nas rodovias sob gestão pública”, afirma.

A previsão é de uma redução entre 3ºC e 5º C a partir de quinta

Agência Brasil | 04:15 – 04/06/2026

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