O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra representantes da loja de departamentos Havan. A Polícia Federal (PF) analisava a suspeita de envolvimento da empresa em manifestações antidemocráticas que resultaram no bloqueio de rodovias em Rio do Sul (SC), em 2022.
O caso havia sido enviado ao STF após um relatório policial apontar suposto apoio da Havan a manifestantes, “permitindo que se concentrassem nas imediações do imóvel com pautas antidemocráticas”. A investigação apurava se a empresa havia autorizado o uso de seu espaço físico às margens da rodovia BR-470 como ponto de concentração para atos contra o resultado das eleições presidenciais de 2022. O proprietário da rede, Luciano Hang, é apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em relatório final enviado em 23 de julho, a Polícia Federal informou que, embora manifestantes tenham ocupado as dependências externas da loja, não houve comprovação de autorização ou auxílio material por parte da diretoria da Havan. O Ministério Público Federal (MPF) concordou com a conclusão e deu parecer favorável pelo arquivamento do caso.
Declarações
Em depoimento, a gerente da filial da Havan em Rio do Sul, Jaciara Moreira, declarou que “não houve conivência ou incentivo às manifestações de obstrução da rodovia” e que a unidade sofreu queda de 70% no faturamento devido ao bloqueio dos acessos. O diretor-presidente da Havan, Edson Luiz Diegoli, afirmou que a empresa não aderiu ao movimento e que os atos ocorreram sem o conhecimento da gestão.
Com a decisão de Alexandre de Moraes, o procedimento foi encerrado no âmbito do STF.
Sugestões de Manchetes
Como se trata de uma decisão judicial de alto impacto político envolvendo uma marca conhecida e o ministro Alexandre de Moraes, as manchetes podem explorar o arquivamento por diferentes ângulos factuais.