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“Agora eu também estou exigindo”: Trump rebate Irã e cobra indenização por vítimas dos últimos 50 anos – Gazeta Brasil

Presidente americano afirmou que iranianos devem pagar por vítimas de conflitos, incluindo o ataque ao USS Cole; declarações ocorrem em meio a negociações sobre o Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta segunda-feira (10) uma compensação econômica do Irã por pessoas mortas e feridas em conflitos vinculados ao regime ao longo das últimas décadas. A declaração foi uma resposta direta à lista de exigências apresentada por Teerã, que inclui o pagamento de indenizações como condição para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Vejo que representantes da República Islâmica do Irã estão pedindo uma compensação pelo dano sofrido durante o conflito militar dos últimos cinco meses […], apesar de isso nunca ter sido mencionado em nenhuma de nossas negociações ou reuniões”, escreveu Trump em publicação na rede social Truth Social.

“Mas é uma ideia interessante, porque agora eu também estou exigindo uma compensação ao Irã, por toda a gente que mataram e feriram gravemente com suas bombas à beira do caminho e seus numerosos conflitos, pelos quais são famosos, liderados inicialmente pelo general Soleimani”, acrescentou o presidente.

Reivindicações americanas

Trump incluiu em sua lista de demandas reparações para as famílias das vítimas do ataque ao navio USS Cole e de militares mortos em combate. Ele também mencionou compensações para as famílias de centenas de milhares de manifestantes e citou os 52 mil mortos decorrentes dos últimos cinco meses de conflito na região.

“Instruí meus representantes para que incorporem isso firmemente em todas as futuras negociações”, concluiu na publicação.

Contexto das negociações

O posicionamento ocorre em um momento sensível das tratativas sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo que está bloqueada pelo Irã. Teerã exige de Washington o fim das operações militares contra o país e seus aliados, a suspensão do bloqueio naval e das sanções, a liberação de ativos congelados e o pagamento de indenizações pelos danos da guerra.

No último domingo (9), a Guarda Revolucionária iraniana ratificou que o canal permanecerá fechado até que as exigências do país sejam aceitas. Em contrapartida, Trump já havia minimizado os termos em entrevista recente, afirmando que os EUA conduzem o processo sem pressa e avaliam o cenário com cautela.

Nomeações militares no Irã

A resposta de Trump coincide com a primeira rodada de nomeações militares de peso realizadas pelo novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que assumiu o cargo após a morte de seu pai. Khamenei designou o general de divisão Ali Abdollahi como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e confirmou o general de brigada Ahmad Vahidi como comandante em chefe da Guarda Revolucionária.

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