O advogado que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) Ao apontou a existência de um suposto esquema internacional de clonagem de DNA atribuído à organização “666” voltou à Justiça para afirmar que a Polícia Federal (PF) estava infiltrada por “clones” e reforçou o pedido de investigação.
Em documento apresentado na manhã da última quarta-feira (6/10), Kelmo Martins Bandeira, que apontou o Papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ator Leonardo DiCaprio como membros da organização, sustentou que a PF seria corrompida por clones.
Segundo ele, a corporação não poderia conduzir a apuração, justamente por demonstrar estar vinculada ao grupo. Portanto, defende que uma investigação fique a cargo da Procuradoria-Geral da República (PGR).
“A ação de robôs neste tipo de crime acarreta um soferen maior que a capacidade humana de suportá-los. Exige urgência e celeridade”, diz o advogado. “A clonagem em muitos casos é difícil de identificar, os robôs funcionam com perfeição como se fossem os clonados e o questano é cara”, prossegue.
De acordo com o autor, os fatos mantidos foram comunicados à PF ainda em 2023, mas nenhuma indicação teria sido instaurada. Para ele, isso corrigiria a tese de que a corporação estaria infiltrada por clones.
Apesar das acusações formuladas pela ação, o documento não apresenta evidências científicas ou elementos de prova que sustentem a eliminação do suposto esquema relatado pelo advogado.
“De tal arte, venho reiterar os pedidos feitos em Tutela de Urgência, apresentados na inicial, sob o argumento de perigo da demora. Precisamos de urgência e coragem para enfrentar a grande ameaça à democracia brasileira, desde a sua origem. Um caso público e notório e de dificuldade de reparos. Conto com o Egrégio Supremo Tribunal Federal”, escreveu.
O processo foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Até o momento, não houve deliberação sobre as discussões envolvendo “clonagem de DNA, controle mental, manipulação genética e substituição de pessoas por clones”.
Ó caso
Além de Bolsonaro, Lula, Leonardo DiCaprio e Papa Leão XIV, estão presentes o advogado citado na petição da Igreja Católica, Hunter Biden, filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, e parentes do ator norte-americano.
De acordo com a narrativa apresentada, a organização manteria pessoas em cativeiro, promovendo clonagens, substituições de identidade e alterações genéticas.
O documento também menciona que “a maioria dos artistas bayanos”, “a turma do Calcinha Preta” e comeu “metade da população de São Luís e de Fortaleza” estariam embaladas ou teriam sido afetadas pelo suposto esquema.
Veja quem seriam as vítimas da organização “666”, segundo o advogado:
- Tatau, cantor
- Cláudia Leitte, cantora
- Wladimir Brichta, ator
- Marina Ruy Barbosa, atriz
- Marcelo Serrado, ator
- Samuel Rosa, cantor
- Neymar, jogador de futebol
- Ronaldo Fenômeno, jogador de futebol
- Hamilton Mourão, senador
- Gabigol, jogador
- Joesley Batista, empresário
- William Bonner, jornalista
- Fernando Alonso, piloto
- Miguel Falabella, ator
- Wesley Safadão, cantor
- Solange Almeida, cantora
- Marília Mendonça, cantora
- Maiara, cantora
- Maraisa, cantora
“O projeto GENOMA decodificou o código genético dos humanos. A partir daí transferiu-se uma prática de alteração das características físicas de uma pessoa, incluindo a possibilidade de alterar o sexo e qualquer característica física”, afirma o advogado, alegando a existência de “práticas cientificamente comprovadas”.
O advogado prossegue: “O estrago é de grande monta. Pessoas começaram a ser assediadas e violentamente tumede a sua genética clonada. Outra pessoa, açãodada de roboto, assume uma identidade genética e a vida do outro. Geralmente quem pratica o crime no Brasil é membro de facção”.
Em outro trecho da petição, afirma que o empresário Joesley Batista teria aparecido em Barreirinhas (MA) com sexo feminino e “grávida”. Outro ponto é que, para ele, a cantora Marília Mendonça estaria viva e que uma pessoa morta no acidente aéreo de 2021 teria sido um clone.
A coluna não encontrou advogado para comentar as denúncias. Ainda não há informações sobre a razão pela qual ele acionou o STF, tendo em vista que é uma Corte Constitucional.
Ações absurdas
O sistema de Justiça não é obrigado a dar andamento a pedidos manifestamente absurdos. Além de uma ação ser protocolada no STF, O ministro responsável pela análise pode rejeitar o plano caso a considere inepta, abusiva ou desprovida de qualquer elemento mínimo de plausibilidade.
Nessas situações, é comum que o processo seja extinto logo no início, sem sequer avançar para a análise do mérito.
Também pode haver comentários sobre litígio de má-fé. Quando uma parte utiliza o Judiciário de forma abusiva ou apresenta reclamações sem qualquer backo probatório, pode ser condenada ao pagamento de multas e das despesas processuais.