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Ações de bancos e varejistas despencam após eleição; veja os maiores tombos – Gazeta Brasil

O mercado financeiro brasileiro registrou forte volatilidade nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno realizado no domingo (25). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, chegou a cair mais de 16% na abertura, levando a B3 a interromper as negociações por 30 minutos por meio do mecanismo conhecido como circuit breaker.

A última vez que a Bolsa brasileira havia acionado esse mecanismo foi em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19. Na sexta-feira (23), o Ibovespa havia encerrado o pregão aos 205.082 pontos, com alta de 0,47%.

A reação do mercado foi marcada pela redução da disposição dos investidores para assumir riscos. Parte dos agentes financeiros esperava a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), considerado por esses investidores uma opção mais comprometida com o controle das contas públicas.

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Com a vitória de Lula, investidores passaram a demonstrar preocupação com a possibilidade de aumento dos gastos públicos, pressão sobre as contas do governo e manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo.

Juros futuros disparam

Além da queda da Bolsa, os contratos de juros futuros registraram forte alta. A taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2031 chegou a 15,680%, ante 12,641% no ajuste de sexta-feira (23).

Os juros futuros são utilizados pelo mercado para estimar o custo do dinheiro nos próximos anos. Quando essas taxas sobem, o movimento pode indicar expectativas de juros mais altos, maior risco econômico ou preocupação com a situação fiscal do país.

A elevação também afeta empresas que dependem de crédito e financiamento, como varejistas, construtoras e companhias com elevado nível de endividamento.

Bancos registram fortes perdas

As ações de instituições financeiras estiveram entre as mais afetadas durante o pregão. Dados divulgados pelo Metrópoles até o fim da manhã apontaram quedas expressivas nos papéis de bancos e empresas do setor financeiro.

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Entre as principais baixas estavam:

  • BTG Pactual: recuo de 37,36%;

  • Banco do Brasil: baixa de 31,35%;

  • Bradesco: queda de 24,55%;

  • Itaú Unibanco: recuo de 15,63%;

  • Santander Brasil: baixa de 4,50%.

Os números correspondem às cotações registradas durante o pregão e podem mudar ao longo do dia.

Magazine Luiza e outras empresas caem mais de 40%

O movimento negativo também atingiu empresas do varejo, do setor imobiliário e de locação de veículos. Segundo dados publicados pelo Money Times por volta das 11h, oito ações registravam perdas superiores a 40%.

Entre elas, a Vamos (VAMO3) recuava 59,44%, enquanto o Magazine Luiza (MGLU3) caía 49,88%.

Confira outras ações que registraram fortes quedas:

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  • C&A Brasil (CEAB3): -44,15%;

  • Localiza (RENT3): -41,93%;

Segundo as informações divulgadas, parte dessas empresas havia registrado altas em outubro, em meio às expectativas do mercado sobre o resultado eleitoral e a possibilidade de juros menores. A queda desta segunda-feira reduziu parte desses ganhos.

Exportadoras registram alta

Na contramão da maior parte do mercado, algumas empresas com receitas ligadas ao dólar ou forte atuação no exterior registraram valorização. Durante o pregão, a moeda americana chegou a superar R$ 5,50.

Entre os destaques positivos estavam:

  • Suzano (SUZB3): alta de 8,10%;

  • Vale (VALE3): avanço de 7,06%;

  • Embraer (EMBJ3): valorização de 6,78%.

Bradespar, WEG e Klabin também registraram altas, segundo os dados divulgados pelo Money Times.

Empresas exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto porque parte de suas receitas é obtida em moeda estrangeira. O efeito, porém, varia conforme os custos, as dívidas e as operações de cada companhia.

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Mercado acompanha cenário fiscal

A forte oscilação reflete as expectativas dos investidores em relação à política econômica do próximo governo. Entre as preocupações estão a trajetória da dívida pública, o equilíbrio das contas públicas e os possíveis efeitos fiscais de propostas anunciadas durante a campanha.

O mercado também acompanha os impactos que mudanças em programas sociais, subsídios e regras trabalhistas podem ter sobre as despesas do governo e a atividade econômica.

Apesar das quedas expressivas registradas em diversas ações, o comportamento dos preços ao longo do pregão não determina, por si só, como será o desempenho futuro da Bolsa. Os investidores seguem atentos às sinalizações sobre a política econômica e às decisões que serão tomadas pelo governo.

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