Por Fonseca.R
Diante do erro, seja ele nosso ou de terceiros, nunca ficamos totalmente neutros. Sempre escolhemos – consciente ou inconscientemente – uma postura. Podemos ser tolerantes, aceitar, omitir-nos, ser coniventes ou até negar que o erro exista. Cada uma dessas atitudes tem efeitos distintos e, se mal compreendida, gera riscos que comprometem relações e valores.
Tolerância é uma virtude quando bem dosada. Significa reconhecer que somos falíveis e compreender o contexto antes de julgar. Um erro cometido por ignorância, por exemplo, exige uma resposta diferente de um erro intencional. A tolerância permite corrigir sem humilhar e ensinar sem destruir. No entanto, quando se torna ilimitada, confunde-se com permissividade, abrindo espaço para que falhas se repitam sem reflexão ou responsabilização.
Aceitação é admitir a realidade do erro sem negar sua existência. Aceitar que algo deu errado não significa aprovar ou se conformar, mas reconhecer para poder corrigir. O risco aparece quando a aceitação se transforma em resignação passiva, levando à acomodação e à desistência de agir para melhorar a situação.
Omissão é ver o erro e calar-se. Muitas vezes motivada por medo de conflito, por comodidade ou para evitar desgastes. Porém, ao não intervir, contribuímos para que o erro se perpetue. Em questões éticas graves, a omissão pode se transformar em cumplicidade indireta, comprometendo também quem se cala.
Conivência é um passo além. Já não é apenas silenciar, mas compactuar com o erro. Seja por conveniência, interesse pessoal ou medo de perder privilégios, a conivência legitima o que é errado e corrói os valores individuais e coletivos. Normaliza aquilo que deveria ser corrigido e fortalece injustiças.
Por fim, negação é recusar-se a ver o erro, seja por orgulho, por medo ou para evitar desconforto. Mas o erro negado não desaparece; ele cresce de forma silenciosa até gerar consequências maiores.
Assim, a forma como reagimos ao erro revela muito sobre quem somos. Tolerância equilibrada e aceitação responsável geram aprendizado. Já a omissão, a conivência e a negação alimentam injustiças e perpetuam fragilidades. Saber distinguir essas atitudes é essencial para evoluir eticamente.
Sereníssimo Grão-Mestre Vladimir Pires Martins
Grande Secretaria de Comunicação e Imprensa
Luís Fernando da Silva Dias
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