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Editorial: Preço justo e bom senso

Ao mesmo tempo em que é referência nacional em qualidade de vida, segurança, cultura e inovação, e que é celebrada por visitantes de todo o mundo como destino turístico pelas belas praias e atrações dos mais variados tipos, Florianópolis ostenta um dos custos de vida mais elevados do Brasil.

A cesta básica aparece frequentemente entre as mais caras entre as capitais, variando entre segundo e terceiro lugares na lista, atrás de São Paulo e, às vezes, do Rio de janeiro.

Da mesma forma, por conta da alta demanda por moradia, da escassez no número de imóveis e o forte interesse na cidade para se tornar o novo lar de milhares de migrantes (e imigrantes) anualmente, alugar um imóvel na Capital pode ser mais caro do que a média nacional. O valor do aluguel comumente ocupa a terceira posição no país. O preço da passagem de ônibus (transporte coletivo) por aqui também é o maior do país.

Com relação ao preço do litro da gasolina, a Capital também é destaque negativo. Nesta semana, reportagem especial produzida pelo Núcleo de Dados levando em conta o levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo), mostrou que Florianópolis tem o preço médio e o preço máximo mais altos de todo o Estado.

Além disso, ressaltou que, no último ano, o valor do combustível não só subiu mais do que em qualquer outra capital do país – total de 10,9% de reajuste no último ano -, como a diferença de valores entre os postos diminuiu consideravelmente – a média de variação está em 4,02% nos últimos oito meses do ano, chegando a 1,80% em abril e maio.

Definitivamente, abastecer o carro em Florianópolis é um grande desafio. E ao mesmo tempo em que o Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis) explica que preços aplicados refletem as dificuldades operacionais como logística da região e fatores externos, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) abriu uma investigação após receber reclamações do custo elevado do preço da gasolina na Capital. O Procon-SC também monitora a pequena variação dos preços para verificar se há abuso.

Mesmo que Florianópolis tenha a maior renda média entre as capitais brasileiras, com R$ 4.215 mensais em 2024, de acordo com o Mapa da Riqueza do Brasil, da FGV Social, o valor do custo de vida da população – seja da cesta básica/alimentação, aluguel, passagem de ônibus e gasolina – não pode extrapolar o bom senso.

Afinal, se os valores continuarem subindo, e no caso dos combustíveis não houver livre concorrência, os cidadãos somente utilizarão o tão suado salário para pagar o básico, deixando de lado questões como cultura e lazer, por exemplo. É preciso traçar um limite entre o preço justo e o abuso.

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