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Editorial: Prédios abandonados ao descaso

Reportagem especial do jornalista Moacir Pereira, publicada nesta edição do jornal ND, relembra alguns dos prédios abandonados no Centro de Florianópolis.

Imóveis que por muitos anos abrigaram órgãos públicos como o DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o Ipase (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), os Correios e a Escola Antonieta de Barros, e que, fechados há mais de três, dez ou 20 anos, hoje se tornaram sinônimo de abandono, de morada de pessoas em situação de rua, de poluição visual e de vandalismo e insegurança para a população.

Alguns destes imóveis ainda podem ser reformados para voltar a ser utilizados. Outros foram abandonados assim que tiveram a estrutura condenada e seguem interditados e à mercê do descaso.

A inércia do Poder Público com relação a este tema é inacreditável, assim como é impossível acreditar que uma empresa tenha tantos recursos a ponto de não se interessar em repassar ou reformar prédios tão bem localizados. Ninguém mexe em nada, fica tudo como está, no aguardo de tragédias iminentes e violências de toda a natureza.

Não é porque os impostos destes imóveis estão – teoricamente – em dia, que podem ficar ao Deus-dará. A cidade não merece isso. A população merece isso. Neste sentido, a proposta de Retrofit aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito é bem-vinda, porque permitiu a parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura de Florianópolis, que vai viabilizar a restauração da antiga Escola de Educação Básica Antonieta de Barros e torna-la um centro de memória e cultura agregador, formativo, difusor e de valorização dos aspectos culturais de origem africana e afro-brasileira, e a reforma do prédio dos Correios localizado na praça XV de Novembro.

Cuidar de Florianópolis, uma das cidades mais bonitas do Brasil e destino de milhões de turistas do Brasil e do mundo, tem a ver com investimentos que se pode e que não se pode ver – e aqui envolvemos também o saneamento básico. Tem a ver com respeitar a população, em não permitir que este tipo de situação siga ocorrendo.

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