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‘Pai da Silverado’: Chevrolet D-20 pouco usada tem preo de S10 nova

A Chevrolet D-20 já se tornou uma picape clássica no mercado do antigomobilismo. Sua história no Brasil começa em 1985 e só terminou em 1996, cedendo lugar à Silverado, lançada no ano seguinte.

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A reportagem de Autoo encontrou uma Chevrolet D-20 1995/1996 na rara cor Cinza Witz perolizada com apenas 37 mil km imaculados à venda por R$ 290 mil na Salvajoli Clássicos e Especiais. É dinheiro suficiente para comprar uma picape S10 WT CD com câmbio automático de 8 marchas 0 km.  

Mas vem cá comigo. Quais são as chances de você encontrar uma D20 com 30 anos de fabricação como essa, com apenas três donos e nunca ter tido um retoque de pintura sequer? Hoje em dia, os remanescentes já tiveram, ao menos, algumas cicatrizes do tempo.

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“O exemplar é muito novo e veio importado da Argentina; faz parte dos últimos modelos produzidos e traz essa cor que é muito rara de se achar para a D-20”, explica o dono Evandro Salvajoli.

De ‘luxo’, a caminhonete traz direção hidráulica e vidros, travas e espelhos retrovisores elétricos. Os freios ABS (no eixo traseiro) e o sistema de diferencial de deslizamento limitado Positraction eram a novidade para esta unidade de 1995.

CHEVROLET D-20: UMA HISTÓRIA DE SUCESSO 

Chevrolet D20 ficou famosa deste meados dos anos 80 como uma das picapes dais desejadas da época
Imagem: Divulgação

Sucessora da linha D-10, a Chevrolet D-20 surgiu em 1985 para competir diretamente com a Ford F-1000, fabricada desde 1979. 

Para isso, a D-20 trazia linhas mais modernas, além de uma série de configurações e versões com cabine simples ou dupla, com caçamba longa ou curta, sempre com motor diesel, daí a sigla D. 

Dessa maneira, a nomenclatura variava de acordo com o combustível: A-20 para as versões a álcool (etanol), C-20 para as versões a gasolina e D-20 para as versões a diesel. O sucesso dessa série acabou rendendo outros frutos, a exemplo dos SUVs Bonanza e Veraneio.

Apesar de ter mantido o mesmo chassi da antecessora D-10, a D-20 trouxe inúmeras melhorias, como o espaço na cabine superior, graças aos 100 mm a mais na altura e na largura. Em compensação, o comprimento, entre-eixos e as bitolas dianteiras e traseiras foram mantidos. A caçamba comportava incríveis 1.846 litros, um acréscimo de quase 700 l em relação à antiga D-10.

O motor Perkins Q20B4 aspirado com quatro cilindros e 3.9 trazia 86 cv de potência e 27 kgfm de torque, uma evolução comparado aos 4 cv a menos ou 1,4 kgfm menor ao Perkins 4236 da D-10. Outro avanço estava no câmbio manual de cinco marchas, trocado pelo ultrapassado de quatro velocidades da Série 10. 

D-20 GANHA OPÇÃO DA CABINE DUPLA

Chevrolet D20
Chevrolet D20 também teve versão de cabine dupla, inclusive, na versão Custom, com pintura de dois tons
Imagem: Divulgação

O ano de 1986 ficou marcado pela chegada da D-20 com cabine dupla. Aproveitando o chassi da versão com caçamba longa, até seis pessoas poderiam viajar com espaço e conforto. Parte disso se deve às dimensões bem distribuídas. Fichas técnicas de época apontavam 5,34 metros de comprimento e 3,23 m entre eixos, contra 4,83 m e 2,92 m da opção com cabine simples. Apesar disso, a caçamba foi reduzida de 1.850 para 1.450 litros. Por outro lado, na largura e altura, ambas tinham os mesmos 1,99 m e 1,88 m, respectivamente. 

Em 1988, as versões básica e Custom passavam a se chamar Custom S e Custom DeLuxe, respectivamente.

Em 1989, em meio a pedidos dos consumidores, a Chevrolet lançou no mercado brasileiro a tração 4×4 que deu muito o que falar na linha D-20. A ineficiência do sistema, comprovada pelos nossos colegas jornalistas, não foi para a frente. Durante o teste com cinco protótipos realizado no interior de São Paulo, todos tiveram as juntas universais (ou cruzetas) dos semieixos dianteiros quebradas por não suportar a força (torque) nos momentos de maior exigência. O sistema foi logo descartado da linha de picapes e não durou um ano. 

Para a linha 1992, surgiu a edição limitada Conquest, vendida só na cor branca, que se diferenciava das demais pelas faixas exclusivas, luzes no teto, retrovisores WestCoast, rodas na cor do veículo, capota marítima, entre outros opcionais. Internamente, tecido dos bancos exclusivos, volante de 3 pontas eram algumas das diferenças mais marcantes da série limitada de 1500 unidades.

Nesse mesmo ano, a D-20 passou a oferecer como opcional o motor diesel 4.0 turbinado Maxion S4T (120 cv e 38,2 kgfm) para peitar a Ford F-1000 Turbo. Além dele, o antigo 3.9 Perkins (86 cv e 27 kgfm) deu lugar ao 4.0 Iochpe-Maxion S4 (92 cv e 28 kgfm), também de aspiração natural.

D-20 GANHA MUDANÇAS EM RESPOSTA À FORD F-1000

Chevrolet D20
Chevrolet D20 da última série tem direção com assistência elétrica e ABS no eixo traseiro, entre outros recursos
Imagem: Divulgação

Em resposta à última atualização estética da Ford F-1000 ocorrida em 1992, no ano seguinte, a Chevrolet D-20 reagiu e ganhou mudanças, mais concentradas na parte frontal. Os faróis ganharam formato trapezoidal, seguindo o estilo da linha Opala. Já a grade ficou menor, dando um visual menos agressivo ao conjunto. 

Na parte interna, painel, volante e acabamento também eram novos na linha 1993. Foi nesse ano que a General Motors do Brasil lançou a série especial El Camino, disponível nas versões com cabine simples ou dupla.  Entre as mudanças principais, estavam para-choques exclusivos com integração de faróis de neblina, grade e retrovisores na cor da carroceria, além de enormes frisos laterais, molduras dos arcos dos para-lamas e santantônio pretos, entre outros detalhes. 

Outra série especial marcante para a história da D-20 foi a Champ 1, vendida só na cor vermelha Aruba, apresentada na linha 1994. A principal diferença ficava por conta da grade, retrovisores e para-choques na cor cinza grafite, estribos laterais exclusivos, entre outros pormenores. Era oferecida apenas com cabine simples.  

Em 1995, a caminhonete da Chevrolet ganhou a opção do propulsor S4T Plus, com 150 cv de potência e 46 kgfm de torque. Junto a essa novidade, vieram também os freios ABS só no eixo traseiro para compensar a pressão exercida sobre os tambores traseiros de acordo com a carga do veículo. Para fins de marketing, esse sistema foi denominado ABS-T.

Ainda em 1995, a D20 (dessa vez, sem o hífen entre o D e o 20) deixou de ser produzida na planta de São José dos Campos. A partir daí, a produção, então, ficou sob responsabilidade da unidade argentina de Córdoba, sob o regime CKD (Completely Knocked Down). As vendas já não iam tão bem e, diante da rivalidade com outros importados, era certo que a picape estava com os dias contados.

A Chevrolet D20 foi comercializada no Brasil até 1997 e fez parte da história de muitos agricultores e fazendeiros graças à mecânica simples e de manutenção descomplicada. Em seu lugar, veio a Silverado no ano de 1997, que três anos depois passou a ser rebatizada de “Silverado D20”, resgatando o nome da clássica picape.

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