Quem se lembra do Chevrolet Captiva da primeira geração? O SUV médio foi lançado no Brasil em 2008, na pista da GM em Indaiatuba (SP), primeiramente com motor V6 3.6 a gasolina e, com o 2.4, de quatro cilindros, no ano seguinte. Agora, 17 anos depois, os tempos mudaram bastante e o modelo virá 100% elétrico e vindo da China.
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Entre os principais concorrentes do novo Chevrolet Captiva teremos os também chineses BYD Song Pro e GWM Haval H6, este último com fabricação confirmada em Iracemápolis (SP) até o início do segundo semestre. São dois SUVs eletrificados que vão ser os principais concorrentes do modelo da GM. Confira a seguir 5 pontos em que o modelo da marca norte-americana tem de melhor que os rivais.
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1 – Rede de concessionários
Entre as vantagens que a GM pode oferecer para os clientes que optarem pelo Chevrolet Captiva EV está a rede de concessionários bem mais ampla que as marcas chinesas GWM e BYD, o que, teoricamente, facilita na obtenção de peças e serviços.
São cerca de 600 pontos da marca norte-americana espalhados pelo Brasil, ante um pouco mais de 100 da BYD e 64 da GWM, sendo 23 lojas em shoppings. Ambas as marcas chinesas estão para iniciar a produção de veículos no país, o que deve acontecer no segundo semestre.
2 – Espaço interno
Imagem: Divulgação
O Chevrolet Captiva EV é praticamente o chinês Wuling Starlight S com a gravata da marca norte-americana. Tem 4,74 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,68 de altura e 2,80 metros de entre-eixos. São dimensões compatíveis com a dos rivais BYD Song Pro e GWM Haval H6, mas com uma distância entre-eixos maior, o que contribui com o espaço interno.
No caso do BYD Song Pro esta medida é de 2,71 m e do GMW Haval H6, 2,74 m. Além disso, o Captiva EV tem assoalho totalmente plano, o que contribui com a habitabilidade. E tem um grande porta-objetos sob o console central, o que torna possível levar até uma bolsa. O porta-malas tem 525 litros, ante 520 do BYD e 560 do Haval H6.
3 – Tela do sistema multimídia
Um dos destaques do novo Captiva EV será o sistema multimídia com tela de 15,6 polegadas, maior que a de 12,8 polegadas do BYD Song Pro e a da 12,3 do GWM Haval H6. Além disso, o modelo da GM conta com cluster de 8,8 polegadas, todo digital e configurável.
Há também reconhecimento de voz, piloto automático adaptativo e outros recursos ADAS, que são as assistências ao condutor com alguns dispositivos de segirança, como alertas de mudança de faixa, de ponto cego e de tráfego cruzado. Ponto positivo também para a conectividade, que deverá ser via 5G, como no Equinox.
4 – Não precisa de combustível líquido

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
O novo Chevrolet Captiva EVC será totalmente elétrico, dispensando ser abastecido nos postos de combustíveis, bastando ter suas baterias recarregadas na rede elétrica. Como base do Starlight S, a recarga completa em carregadores de corrente alternada com potência máxima de 6,6 kw, a carga completa leva 10 horas.
Enquanto isso, na carga rápida, em corrente contínua, de 30% para 80%, será preciso apenas 20 minutos, de acordo com a fabricante chinesa Wuling. Já a autonomia fica em 510 km, conforme o ciclo chinês CLTC, ainda sem a correção do Inmetro, o que levará a uma redução de cerca de 30%.
5 – Preço
Embora a Chevrolet ainda não tenha revelado o preço do Chevrolet Captiva EV no Brasil, podemos nos basear pelo valor Wuling Starlight S idêntico na China. Por lá, o carro começa em cerca de US$ 18.480 (R$ 104.389 em uma conversão simples)
Com impostos e taxas, é possível que o Chevrolet Captiva EV chega lançado na faixa dos R$ 200 mil, ante R$ 204.800 do BYD Song Pro e R$ 245 mil do GWM H6 PHEV 19. Portanto, é bem provável que exista uma diferença de preço a favor do modelo da GM.

Carlos Guimares
Jornalista h mais de 20 anos, j acelerou vrias novidades, mas no dispensa seu clssico no final de semana