Pela primeira vez, Santa Catarina sabe o alcance e a importância que o agronegócio tem para o Estado. O Mapa do Agronegócio Catarinense, lançado em Chapecó pela Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), nesta semana, quantificou o setor mostrando em números compilados em um só documento o que já sabíamos, separadamente, e que agora não pode ser contestado: Santa Catarina, mesmo sendo pequena em território, é a gigante do país no setor.
O Estado lidera a produção nacional de maçãs (53,4%), cebola (28%), rebanho (22%), pescados (44%), abate de suínos (38%) e confecções (30%); e fica na vice-liderança quando o assunto é produção de arroz (12%), fumo (29,4%), pera (35%), palmito (19%), abate de aves (19%), têxtil (27%) e madeira (28%) do total brasileiro.
Além disso, ocupa a terceira colocação no maior rebanho de codornas – este saltou de 4,7% para 15,4% em dez anos – e é também o quarto maior produtor de leite do país.
A Grande Florianópolis também orgulha: se destaca por ser líder nacional absoluta na produção de ostras, vieiras e mexilhões, cuja produção possui cuidados e acompanhamentos de diversos indicadores para manter alta a qualidade do produto. Além disso, está em andamento o processo para obtenção do Selo de Indicação Geográfica da Ostra de Florianópolis.
Este estudo inédito, que reuniu dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Trabalho e Emprego, formaliza a constatação de quanto Santa Catarina é privilegiada pela diversidade de produtos produzidos e do quanto o setor do agronegócio precisa de investimentos.
Recursos para investir em tecnologia e em equipamentos de ponta, que são essenciais para a evolução do agronegócio e para garantir a posição – ou a melhoria de posição – catarinense em tantos segmentos.
Um Estado que produziu R$ 86,3 bilhões em 2023, e que exportou R$ 62,8 bilhões em 2024, número que corresponde a 70% de toda a exportação de Santa Catarina, não pode passar despercebido.
Assim como não podem passar despercebidas as 553 mil pessoas que são empregadas formalmente pelo setor, e os outros 500 mil trabalhadores informais.
O Mapa do Agronegócio Catarinense demonstra a relevância do agronegócio catarinense na geração de empregos, de renda e de competitividade global e fortalece a posição do Estado no mercado nacional e internacional. Precisa, muito ser comemorado, respeitado e continuado.