A balneabilidade das praias catarinenses é um fator determinante para o turismo, um dos motores da economia do Estado. A recente iniciativa do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), com a instalação de placas equipadas com QR Codes para acesso rápido às informações sobre a qualidade da água, sem retirar o indicativo de local “próprio” ou “impróprio” par ao banho, representa um avanço na transparência dos dados e na conscientização dos banhistas. No entanto, a modernização do monitoramento não resolve os desafios históricos que comprometem a qualidade das praias.
O crescimento acelerado das cidades litorâneas sem investimentos proporcionais em saneamento básico tem resultado em temporadas de verão marcadas por alertas de águas impróprias para banho.
Problemas recorrentes, como o despejo irregular de esgoto e a infraestrutura sanitária deficiente em algumas regiões, afetam diretamente destinos turísticos populares como Florianópolis, Balneário Camboriú e Itapema.
O monitoramento da qualidade da água realizado pelo IMA é um dos mais abrangentes do país, com 238 pontos de análise e um histórico de quase 50 anos de medições.
Durante o verão, algumas praias são monitoradas até três vezes por semana, garantindo um acompanhamento rigoroso. A nova tecnologia das placas foi pensada para facilitar o acesso às informações e reduzir riscos à saúde dos banhistas.
Melhorar a balneabilidade exige um compromisso coletivo: mais investimentos em saneamento, fiscalização rigorosa contra despejos irregulares e políticas efetivas de educação ambiental. Não basta apenas informar sobre a qualidade da água – é preciso garantir que ela esteja própria para uso durante todo o ano.
Santa Catarina tem potencial para ser referência nacional em turismo de qualidade, mas para isso, a balneabilidade deve ser tratada não apenas como um indicador técnico, e sim como uma prioridade estratégica para o futuro da economia e do meio ambiente.