Dois homens foram presos pela Polícia Civil (PCPR) sob a acusação de terem cometido um estupro coletivo no último domingo (26), na Rodoviária de Morretes. As prisões ocorreram na terça-feira (28), após investigações que se seguiram à divulgação de um vídeo em grupos de mensagens, que mostrava os suspeitos abusando da vítima.
Conforme o delegado André Rosa Silva, da PCPR, os dois suspeitos aproveitaram que a vítima encontrava-se desacordada em razão da ingestão de álcool e cometeram os abusos.
O delegado da Polícia Civil (PCPR), Diego Troncha, disse à imprensa que a vítima foi informada sobre o crime pela equipe da PCPR. “Realizamos diligências para identificar a vítima, pois até então ela não havia sido reconhecida. A gravação e a oitiva dos próprios autores não permitiram sua identificação, já que eles sequer sabiam seu nome”, explicou.
Diante dessa dificuldade, foi realizado um trabalho de inteligência policial para descobrir a identidade da mulher. “Fomos até sua casa, a trouxemos à delegacia e, somente então, ela tomou conhecimento de que havia sido vítima de um estupro coletivo enquanto estava inconsciente”.
Segundo o delegado, ao ver o vídeo, ela entrou em choque e demonstrou um grande nervosismo. “Prestamos acolhimento na delegacia e a assistência social do município também ofereceu suporte. Em seguida, ela foi encaminhada ao Hospital Público de Morretes, onde recebeu atendimento médico, incluindo procedimentos de acolhimento e profilaxia. Seguimos com a investigação para identificar e responsabilizar todos os envolvidos”.
Além disso, Diego destacou que a vítima e os autores não são exatamente moradores de rua. “[Eles] possuem endereço fixo, mas costumam dormir em locais públicos de Morretes”.
De acordo com a PCPR, a vítima ficou inconsciente devido à ingestão excessiva de bebida alcoólica. “Todos os envolvidos afirmaram que consumiram álcool durante toda a noite e foram unânimes ao dizer que não houve ingestão de drogas ilícitas, apenas bebidas alcoólicas”.
Mais envolvidos
Até o momento, apenas duas pessoas foram presas, mas há a informação de que outras pessoas estariam no grupo. “Tivemos informações, através da oitiva dos autores e de testemunhas, de que possivelmente outras pessoas estariam naquele grupo durante a madrugada. Eles relataram que o grupo inicialmente era pequeno, mas foi se formando um aglomerado de pessoas em situação de rua”, detalhou o delegado.
Ao longo da madrugada, o grupo teria crescido, chegando a aproximadamente 10 pessoas. “O grupo foi se desfazendo aos poucos no decorrer da noite e início da manhã. Segundo os próprios autores, havia outras pessoas presentes no local. Agora, iremos identificar essas pessoas e colher seus depoimentos para verificar se há outros envolvidos no crime hediondo contra essa mulher, garantindo que todos os responsáveis sejam devidamente punidos”, ressaltou.