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Reviravolta: Israel confirma que acordo de cessar-fogo com Hamas ‘foi concluído’

Israel confirma que acordo de cessar-fogo com Hamas ‘foi concluído’

REUTERS/Jamal Awad

Reviravolta: Israel confirmou que o acordo com o Hamas “foi concluído” e remarcou para hoje, como estava previsto antes de ser adiada para sábado, a ratificação pelo governo e a implementação a partir do domingo.

Coincidência ou não, a reviravolta foi provocada pelo mau humor de Donald Trump, e a surpresa do presidente Joe Biden, ao serem informados que Netanyahu estava transferindo, talvez para segunda-feira, a troca de reféns por prisioneiros e o início do cessar-fogo de 42 dias.

O recado de Trump foi inequívoco: “Melhor concluir esse acordo antes que eu tome posse”. Com a ratificação adiada de sexta para sábado, o acordo só deveria ser executado na segunda-feira, dia da transmissão presidencial em Washington.

Já madrugada em Israel um comunicado do gabinete do primeiro-ministro voltou tudo ao que estava acertado antes, sem mais problemas com lista de prisioneiros nem a distribuição de forças israelenses na Faixa de Gaza. Antes, Netanyahu dizia que queria “todos os pingos nos i e todos os t cortados”. Desafiou o mundo, principalmente EUA, Catar e Egito, os mediadores do acordo, com sua entrada em cena, ditando um cronograma só dele, inesperado, e ganhando o protagonismo principal na novela das negociações para libertar os reféns iniciada pouco depois do início da guerra, em outubro de 2023.

O hebraico e o iídiche têm uma palavra apropriada para Netanyahu usada pelos israelenses: “chutzpah” (pronuncia-se rutspá), que pode ser traduzida por arrogância extrema, insolência, atrevimento ou audácia. O time de negociadores israelenses está voltando de Doha, no Catar, para Israel. E um outro time está indo para o Egito, onde será definida a coreografia para o início do acordo no domingo.  

O comunicado do gabinete do primeiro-ministro diz que “O Estado de Israel está comprometido em alcançar todos os objetivos da guerra, incluindo o retorno de todos os nossos reféns — tanto os vivos quanto os mortos”. Com este desfecho, Benjamin Netanyahu deve perder os votos da extrema-direita, representada em seu governo pelos ministros Bezalel Smotrich (Finanças) e Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional), que exigem a continuação da guerra e dizem que só ficam na coligação diante de uma promessa de que a guerra será retomada depois da inicial fase de trégua de 42 dias. Mesmo assim o governo mantém sua maioria por um ou dois votos, e tem a palavra da oposição de que o socorrerá se estiver em perigo de perder um voto de confiança no Parlamento.

O problema de Netanyahu é mais adiante, quando for julgado por três casos de corrupção, e o julgamento foi interrompido para que ele fosse operado da próstata, e quando for estabelecida a Comissão de Inquérito que vai investigar por que Israel estava indefeso quando o Hamas o invadiu em 7 de outubro de 2023. Nessa época, Netanyahu dividiu o país com uma reforma judiciária equiparada a um golpe de estado. Muitos reservistas se recusaram a servir, inclusive os da Força Aérea. Foram sete meses de tumultos que deram ao Hamas uma oportunidade única de surpreender Israel.

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