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Editorial: Economia do mar como escolha estratégica

Para Santa Catarina, o mar sempre foi mais do que paisagem. Foi e é identidade, cultura e, sobretudo, motor econômico. Os números mais recentes divulgados na edição especial do Informativo Mensal de Emprego, publicação da Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento, escancaram aquilo que por muito tempo foi tratado como vocação: a chamada economia do mar já responde por 8,5% da força de trabalho formal do Estado.

Não se trata de um dado trivial. Em um mercado de trabalho competitivo e diversificado como o catarinense, reunir quase um décimo dos empregos formais em atividades ligadas ao mar (que vão da pesca e aquicultura à logística portuária, do turismo à construção naval) é evidência de uma engrenagem robusta, integrada e, sobretudo, estratégica.

Santa Catarina construiu, ao longo das últimas décadas, uma economia descentralizada, resiliente e baseada em múltiplos vetores. A economia do mar, no entanto, talvez seja o elo mais simbólico dessa diversificação: conecta o Litoral ao interior, a indústria ao serviço, o pequeno produtor às cadeias globais. Não é coincidência que regiões litorâneas sigam concentrando parte relevante da geração de empregos e renda no Estado.

Mas há um ponto que precisa ser dito com clareza: o tamanho dessa participação exige prioridade política e planejamento à altura. Não basta reconhecer a força da economia do mar, é preciso estruturá-la.

Infraestrutura portuária eficiente, mobilidade adequada, qualificação de mão de obra e sustentabilidade ambiental são condições para que o setor continue crescendo sem comprometer o mar, o ativo que o sustenta.

Há, ainda, uma dimensão silenciosa nesse debate. A economia do mar não apenas gera empregos; ela molda cidades, pressiona serviços públicos e redefine dinâmicas urbanas, especialmente no Litoral. Se Santa Catarina quiser manter sua posição de destaque nacional, precisa olhar para o mar com mais ambição e menos improviso.

Os números já provaram seu peso. Agora, cabe ao Poder Público e à iniciativa privada transformar essa força em política de Estado contínua, planejada e sustentável. Porque, no fim das contas, o mar não é apenas uma vantagem geográfica. É uma escolha estratégica.

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