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Estudo sugere que martubação pode ajudar a aliviar sintomas da menopausa

Um estudo realizado nos Estados Unidos com 1.178 mulheres com idade entre 40 e 65 anos e publicado na revista científica Menopause apontou que a masturbação pode ser aliada na redução dos sintomas associados à menopausa, especialmente os psicológicos, como alterações de humor e distúrbios de sono. 

De acordo com o levantamento, quase uma em cada cinco mulheres na perimenopausa ou pós-menopausa observou que a prática proporcionava alívio dos sintomas. Além disso, quase metade das participantes respondeu estar disposta a experimentar a masturbação para esse fim, caso fosse recomendado pelo seu médico. 

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e financiada pela empresa de brinquedos sexuais Womanizer. 

Segundo Carolina Ambrogini, ginecologista, obstetra e sexóloga, não há muitas pesquisas sobre o tema. “Mas é bem interessante, e eu acredito que a partir deste podem surgir outros estudos, outras evidências, e também possa ser uma prática a ser recomendada nos consultórios médicos”, afirma.

 

Os mecanismos por trás da relação

O mecanismo que explica a relação entre a masturbação e o alívio dos sintomas provavelmente é multifatorial, aponta Fabiene Bernardes Castro Vale, ginecologista e obstetra e presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). 

A masturbação pode favorecer a liberação de endorfinas, dopamina e ocitocina, com efeito sobre prazer, relaxamento, humor e sono. A excitação sexual aumenta o fluxo sanguíneo genital, favorece a lubrificação vaginal e melhora a percepção corporal. Além disso, o orgasmo pode produzir uma resposta de relaxamento muscular e redução da tensão psíquica”, explica.

Os sintomas que potencialmente podem melhorar com a prática, segundo ela, incluem estresse, ansiedade leve, dificuldade para dormir, percepção corporal negativa, redução da excitação sexual e, em algumas mulheres, desconforto sexual relacionado à baixa lubrificação vaginal. 

Em relação às ondas de calor — sintoma clássico desse período —, não parece haver uma associação, destaca Ambrogini. “Mas acho que se a mulher melhora como um todo, ela pode ter, de repente, uma melhora nisso também”, pondera. 

Outro ponto importante, segundo Vale, é que a masturbação permite que a mulher explore o próprio corpo sem pressão de desempenho, sem necessidade de corresponder ao desejo do parceiro e sem a ansiedade que, muitas vezes, acompanha a relação sexual. “Isso pode ser especialmente importante na menopausa, quando há mudanças hormonais, genitais, emocionais e relacionais.”

Como isso se reflete na prática clínica

As especialistas relatam que as mulheres não costumam levar espontaneamente o tema da para as consultas, seja por vergonha, tabu ou por acreditarem que não é um assunto médico. Além disso, Ambrogini diz que muitas vezes, justamente pelas próprias sensações desconfortáveis trazidas pela menopausa, elas não sentem o desejo de se masturbar. 

No entanto, se houver espaço para a conversa, e se a pessoa se sentir à vontade para isso, é possível fazer da masturbação uma ferramenta de autocuidado. 

Quando acolhemos a sexualidade de forma natural, percebemos que a masturbação pode ser usada por algumas mulheres como estratégia de autocuidado, relaxamento, alívio de tensão e reconexão com o próprio corpo. O estudo reforça exatamente essa ideia: a masturbação não deve ser vista como algo patológico, mas como uma prática sexual possível, segura e, para muitas mulheres, associada a bem-estar, prazer, relaxamento e regulação emocional”, afirma Vale. 

Via de regra, não existem contraindicações

De maneira geral, não há contraindicação para a masturbação, desde que seja uma prática agradável, consensual consigo mesma, prazerosa e não compulsiva. Ou seja, pode ser algo que vale a pena tentar, caso a mulher deseje e se sinta à vontade, porque habitualmente não fará mal.

“Eu costumo orientar que não deve haver obrigação. Não é ‘prescrever masturbação’ como uma tarefa. É abrir a possibilidade. Para algumas mulheres, pode ser uma estratégia de autocuidado sexual; para outras, não fará sentido naquele momento. Deve-se ter cautela apenas em situações de dor genital importante, fissuras, infecções ativas, trauma sexual não elaborado, culpa intensa, sofrimento psíquico associado ou comportamento compulsivo. Nesses casos, o ideal é acolher, investigar e individualizar a abordagem”, detalha Vale. 

Ambrogini diz que a masturbação pode melhorar a sexualidade como um todo, promovendo autoconhecimento e melhorando a relação sexual com o parceiro ou parceira, além de estimular o desejo, já que a pessoa fantasia. “A masturbação não é só o toque, mas é principalmente o que acontece nas fantasias. Para você se masturbar, você precisa fantasiar alguma coisa — e isso é muito rico para a vivência da sexualidade”, afirma. 

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