Depois de alguns rumores virais no TikTok apontados para uma “melhora da saúde intestinal” com o consumo de aspargos crus, o Verywell Health investigou o tema junto com alguns medicamentos.
Para entender se isso realmente procede, esses profissionais de saúde iniciaram a análise da composição nutricional desse vegetal.
Composição nutricional dos espargos
Os mais comuns são os verdes, mas também existem versões brancas, roxas e muitas outras — são mais de 100 especificações, todas ricas em benefícios.
Este vegetal é rico em nutrientes como proteínas, fibras, vitamina K e ácido fólico. Pertencente à família Asparagaceae, possui diversos compostos que, de fato, ajudam na digestão.
No entanto, a forma de preparo pode influenciar diretamente “a maneira como o corpo digere o vegetal”, destacam os especialistas.
O que acontece quando você consome crus de aspargos?
Pontos positivos vs. desvantagens
Os aspargos crus tendem a “reter mais nutrientes sensíveis ao calor, como a vitamina C, que podem ser perdidos durante o cozimento”, explica a nutricionista Theresa Gentile. Por isso, eles acabam fornecendo fibras e prebióticos que são benéficos para a saúde intestinal.
Segundo os especialistas, esses prebióticos — especialmente um tipo de fibra chamada inulina — podem ajudar a acelerar o metabolismo, já que “alimentam as bactérias néficas do intestino”. É por isso que os aspargos são considerados um alimento benéfico para a saúde intestinal.
Por outro lado, nem tudo são vantagens. A própria Gentile destaca que “essas mesmas fibras dos aspargos crus também podem ser mais difíceis de digerir, o que pode causar gases e inchaço em algumas pessoas”.
Diante disso, não adianta consumir o vegetal esperando benefícios se o resultado acaba sendo o posto do desehedo.
O que muda ao cozinhar os aspargos?
“Cozinhar os aspargos não elimina seus benefícios — apenas muda a forma como o intestino de cada pessoa reage a eles.”
Os pargos cozidos podem reduzir o desconforto abdominal, já que “são mais fáceis de digerir, pois o calor quebra e amolecem as fibras”, explica Gentile.
Qual a melhor forma de consumo?
“Mesmo que haja alguma perda de vitamina C com o calor, os aspargos passam a oferecer outros compostos benéficos”, destacam os especialistas.
Ainda assim, não existe uma forma única ideal de consumo. Tudo depende do organismo de cada pessoa, sendo mais indicado consumir da maneira que seja mais confortável para a de digestão.
Na dúvida, o especialista Windham recomenda um preparo leve — como no forno ou em uma frigideira sem gordura — para “favorecer a saúde digestiva e minimizar o desconforto”.
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