A repórter Alice Ribeiro, da Band Minas, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16), após dias internada em estado grave. Ela estava no carro de reportagem da emissora que se envolveu em um acidente com um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A informação foi confirmada pela própria emissora, após a conclusão do protocolo médico iniciado pela manhã. O diagnóstico de morte encefálica ocorre quando há perda irreversível das funções cerebrais, confirmada por uma série de exames.
Alice estava internada em coma na UTI do Hospital João XXIII, com traumatismo craniano e múltiplas fraturas. Ela deixa o marido e um bebê de menos de um ano.
No mesmo acidente, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa morreu ainda no local. Ele dirigia o veículo da equipe no momento da batida.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o corpo de Rodrigo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal na noite de terça-feira (15) e liberado para a família na madrugada desta quinta. O velório ocorreu no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, com sepultamento realizado no período da tarde.
A equipe de reportagem retornava para a capital mineira após produzir uma matéria sobre a importância da duplicação da BR-381 para reduzir o número de acidentes na rodovia — justamente o tipo de ocorrência que acabou tirando a vida dos profissionais.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. A perícia esteve no local e coletou informações que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da colisão.
Em nota, a Band Minas lamentou profundamente a morte dos profissionais e informou que está prestando apoio às famílias, além de acompanhar o andamento das investigações.
Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro era formada em Jornalismo pela PUC Minas e construiu carreira em importantes emissoras, como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Desde 2021 na Band, também atuou em Brasília antes de retornar à capital mineira em 2024.
Já Rodrigo Lapa, natural de Porto Alegre, tinha 49 anos e também acumulava experiência em coberturas relevantes, como o carnaval de Belo Horizonte e tragédias provocadas pelas chuvas. Fora do trabalho, ele se dedicava a atividades sociais, atuando como palhaço para levar alegria a crianças hospitalizadas.