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A escolha de Sandro Alex e o redesenho do tabuleiro político no Paraná

A escolha do deputado federal Sandro Alex como pré-candidato à sucessão no Governo do Paraná revela mais do que uma simples definição de nome, ela expõe uma estratégia política cuidadosamente calculada por Ratinho Junior para manter coesão interna dentro do PSD, preservar capital político e reorganizar o tabuleiro eleitoral. Ao optar por um perfil menos especulado até então, o governador evita desgastes antecipados entre alas do grupo e mantém sob sua influência direta a condução do processo sucessório.

Sandro Alex surge como uma escolha de confiança e alinhamento. Sua trajetória como ex-secretário de Infraestrutura e Logística e atual presidente estadual do PSD indica proximidade com o núcleo decisório do governo e capacidade de diálogo institucional. Diferente de nomes com maior projeção própria, como Rafael Greca ou Alexandre Curi, Sandro Alex representa uma candidatura mais controlável politicamente, o que pode ser determinante em um cenário onde a continuidade administrativa é prioridade para o grupo governista.

A saída de lideranças relevantes do PSD, como Greca e Curi, não apenas abriu espaço para essa escolha, mas também evidenciou fissuras e disputas internas que precisavam ser equacionadas. Ao fim, Ratinho Junior optou por um nome que minimiza conflitos internos e, ao mesmo tempo, reposiciona o partido diante de um cenário eleitoral mais fragmentado.

Do ponto de vista eleitoral, a decisão também reposiciona os demais pré-candidatos. Figuras como Sergio Moro e Requião Filho passam a enfrentar um adversário que, embora menos midiático, pode crescer sustentado pela máquina administrativa e pelo apoio direto do atual governo. Nesse contexto, a disputa tende a se deslocar menos para o campo da popularidade individual e mais para a capacidade de articulação política e construção de alianças.

Por fim, a escolha de Sandro Alex indica que a sucessão no Paraná será marcada por uma lógica de continuidade com controle. Ratinho Junior não apenas escolhe um nome, mas desenha um modelo de transição em que busca manter protagonismo mesmo fora do cargo. Resta saber se o eleitorado acompanhará essa estratégia ou se buscará alternativas que representem ruptura ou maior independência política.

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