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A maioria dos casos de cegueira pode ser evitado: você está se cuidando?

No Abril Marrom, a oftalmologista Dra. Laura Cunha explica por que exames de rotina podem salvar sua
visão antes que seja tarde

Unsplash/ Josh CalabreseAbril é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde ocular, conhecido como Abril Marrom

Abril é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde ocular, conhecido como Abril Marrom. Mais do que uma campanha simbólica, é um convite urgente para olharmos com mais atenção para algo que muitas vezes só valorizamos quando começa a falhar: a nossa visão.

A cegueira, em grande parte dos casos, pode ser evitada. Esse é um dado que chama atenção e preocupa. Doenças como glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética estão entre as principais causas de perda visual no mundo. E o ponto em comum entre elas? Muitas podem ser controladas ou tratadas quando diagnosticadas precocemente.

O grande desafio é que várias dessas condições são silenciosas. O glaucoma, em sua forma crônica (a mais comum), costuma evoluir sem sintomas como dor ou olho vermelho. A perda visual começa de forma periférica, com redução do campo de visão, o que faz com que o paciente muitas vezes não perceba alterações nas fases iniciais. Quando a doença avança, os danos ao nervo óptico já podem ser irreversíveis.

A degeneração macular relacionada à idade é a principal causa de cegueira irreversível em países desenvolvidos e afeta a visão central, essencial para atividades como ler, dirigir ou reconhecer rostos. Atualmente, com tratamentos como as injeções intraoculares de anti-VEGF, é possível retardar a progressão da doença e preservar a visão por mais tempo.

A retinopatia diabética, uma das principais complicações do diabetes, merece atenção especial. O controle adequado da glicemia é fundamental para reduzir o risco de progressão da doença, mas não substitui o acompanhamento oftalmológico. A avaliação periódica com exame de fundo de olho pode identificar alterações precoces e permitir intervenções, como o tratamento a laser, que podem ser decisivas para preservar a visão.

A catarata merece um destaque à parte: é a principal causa de cegueira reversível no mundo. Diferentemente de outras doenças, seu tratamento é cirúrgico e altamente eficaz. Hoje, não é mais necessário esperar a catarata “amadurecer” para indicar a cirurgia. A decisão é baseada no impacto na qualidade de vida do paciente.

Prevenção é a melhor estratégia

Diante desse cenário, a prevenção se torna a melhor estratégia. E ela começa de forma simples: consultas regulares com o oftalmologista. A frequência deve ser individualizada, conforme orientação médica, mas, de forma geral, recomenda-se pelo menos uma avaliação anual – especialmente após os 40 anos ou antes, se houver fatores de risco, como histórico familiar ou doenças sistêmicas.

Além disso, cuidar da saúde geral é cuidar da visão. Controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão, manter uma alimentação equilibrada, não fumar e proteger os olhos da exposição excessiva ao sol são atitudes que fazem diferença ao longo da vida.

Os sinais que muita gente ignora

Cuidar da visão é mais do que enxergar bem; é garantir autonomia, independência e segurança no dia a dia. É poder trabalhar, reconhecer quem você ama, se deslocar com confiança e não representar riscos em situações como no trânsito.

Outro ponto importante é estar atento a pequenas mudanças: dificuldade para enxergar à noite, necessidade frequente de trocar o grau dos óculos, visão embaçada ou distorcida. Esses sinais podem parecer banais, mas merecem investigação.

Tecnologia ajuda, mas não faz milagre

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos impressionantes na oftalmologia. Hoje, temos exames altamente precisos e tratamentos cada vez mais eficazes. Mas nenhuma tecnologia substitui algo essencial: o diagnóstico no momento certo.

Cuidar da visão não deve ser uma atitude reativa, e sim preventiva. Neste Abril Marrom, vale refletir: quando foi a última vez que você fez um exame oftalmológico? Porque, muitas vezes, preservar a visão começa com um gesto simples e decisivo.

Dra. Laura Cunha – CRM 153000
Oftalmologista da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha do Grupo Fleury

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