A jornalista americana Shelly Kittleson foi libertada no Iraque cerca de uma semana após ter sido sequestrada em Bagdá por uma milícia apoiada pelo Irã. A soltura ocorreu com a condição de que ela deixe o país imediatamente.
A liberação foi anunciada por Abu Mujahid al-Asaf, responsável pela área de segurança do grupo Kataib Hezbollah, por meio de uma mensagem publicada no aplicativo Telegram. No comunicado, ele afirmou que a decisão foi tomada “em nome de Deus” e destacou que a medida não deve se repetir.
“Decidiu-se libertar a cidadã americana Shelly Kittleson, com a condição de que ela deixe o país imediatamente”, diz o texto. A mensagem também menciona o contexto de conflito na região e afirma que o grupo considera estar em guerra contra o que chamou de “inimigo sionista-americano”.
Segundo autoridades de segurança iraquianas ouvidas pelo jornal The New York Times, a libertação teria ocorrido em troca da soltura de membros da milícia que estavam presos.
Kittleson é jornalista há cerca de duas décadas e tem experiência na cobertura do Oriente Médio. Ela foi sequestrada na última semana, quando homens armados em dois veículos a cercaram em uma rua de Bagdá e a forçaram a entrar em um carro. Durante a fuga, um dos veículos chegou a capotar, mas o outro seguiu com a jornalista para fora da cidade.
O grupo responsável pelo sequestro, Kataib Hezbollah, é uma das milícias mais influentes do Iraque e mantém ligação com a Força Quds, braço internacional da Guarda Revolucionária do Irã. A organização já foi acusada de ataques com mísseis contra a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá e é classificada como organização terrorista.
Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as condições em que a jornalista foi mantida em cativeiro ou sobre os termos completos de sua libertação.