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Editorial: A força dos pequenos negócios catarinenses

A economia de Santa Catarina se move pelos grandes números de importação e exportação, pelas indústrias de escala ou pelas redes nacionais. Mas ela pulsa, sobretudo, na força dos pequenos negócios, aqueles que ocupam as esquinas, os bairros e que fazem parte da rotina diária das pessoas.

Datas sazonais como a Páscoa ajudam a dimensionar esse impacto, mas o que está em jogo vai muito além de um período específico de consumo. Os dados do Sebrae/SC apontam que quase 34 mil pequenos negócios devem ser diretamente impactados pela Páscoa deste ano, um contingente expressivo, que revela não apenas o potencial econômico da data, mas, principalmente, a capilaridade desse segmento.

São padarias, mercados, confeitarias e pequenos produtores que, juntos, sustentam uma rede essencial de geração de renda e empregos. Ao mesmo tempo, o levantamento da Fecomércio SC aponta o maior gasto médio dos catarinenses desde2018, um dado igualmente relevante.

Ainda que o consumidor esteja mais cauteloso, a disposição para consumir existe e tende a beneficiar justamente quem está mais próximo, quem oferece conveniência, agilidade e, muitas vezes, um atendimento mais humano.

Levando em consideração que mais de 60% dos consumidores deixam suas compras para a última hora, é nesse momento que os pequenos negócios se destacam. Não pela escala, mas pela presença.

Não pelo preço isolado, mas pela combinação de fatorescomo proximidade, confiança e personalização. Em um cenário de concorrência com grandes redes, os pequenos empreendedores seguem demonstrando uma capacidade admirável de adaptação.

Apostam em produtos artesanais, em kits personalizados e no uso crescente das plataformas digitais. São estratégias que não apenas garantem competitividade, mas também agregam valor à experiência de consumo.

Valorizar os pequenos negócios, portanto, não é apenas uma escolha econômica, é uma decisão social. Cada compra feita em um estabelecimento local reverbera na comunidade, fortalece cadeias produtivas regionais e contribui para um desenvolvimento mais equilibrado. Santa Catarina tem, nesse segmento, uma de suas maiores forças.

Cabe ao Poder Público continuar criando condições favoráveis para que estes pequenos negócios se fortaleçam, para que sigam contribuindo com a evolução dos bairros e das cidades, mas cabe também ao consumidor reconhecer esse papel e fazer escolhas que favoreçam o crescimento dos pequenos negócios.

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