Data centers e inteligência artificial arrecadam gás elétrico e água e alertam o meio ambiente sobre o impacto da vida digital
Por Sandra Capomaccio

Um “novo” digital, apesar do nome baixo, depende de uma estrutura física pesada formada por data centers que consomem enormes quantidades de energia e água. Cada acesso a redes sociais, streaming ou podcasts aciona uma cadeia de computadores, elevando o gasto energético global — hoje entre 1% e 2% da eletricidade mundial, com tendência de alta.
O avanço da inteligência artificial generativa intensifica esse consumo: uma consulta pode gastar até dez vezes mais energia do que uma busca comum. Tecnologias mais complexas, como geração de vídeos por IA, desativam milhares de cálculos e tornam o custo ainda mais alto, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade.
Além da energia, o resfriamento dos servidores demanda milhões de litros de água por dia. A instalação de data centers costuma seguir critérios econômicos, como energia barata e incentivos fiscais, muitas vezes ignorando impactos locais.
Embora as energias renováveis e as novas tecnologias tragam alguma melhoria, elas não resolvem totalmente o problema. Especialistas alertam que reduzir o consumo digital — como evitar streaming excessivo e priorizar conteúdos baixados — também é uma forma importante de diminuir o impacto ambiental.
Datacracia
Uma coluna Datacraciacom o professor Luli Radfahrer, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no YouTubecom produção da Rádio USP Jornal da USP e TV USP.
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