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Como os Princípios do Tênis Ajudaram Milton Maluhy a Liderar a Modernização do Itaú

Enquanto concedia esta entrevista à Forbes Brasil, durante as semifinais femininas do Miami Open, na semana passada, Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, não tirava os olhos da quadra montada no Hard Rock Stadium. Em jogo, a definição de quem enfrentaria a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, nas finais.

Para o executivo, o tênis vai além do esporte ou da presença institucional do banco que lidera; tem uma relação direta com seus princípios de vida e liderança. Milton afirma que joga desde a adolescência e que o esporte o ajudou a ressignificar sua relação com a vida, com o corpo e o agitado mundo corporativo.

“O esporte é nossa base de formação de caráter e transformação pessoal. De 1976 para cá, o Itaú evoluiu do patrocínio de eventos do esporte para projetos sociais e palcos globais, como o Miami Open, onde está há 18 anos”. Segundo o CEO, trata-se de um esporte de consistência, planejamento, visão de longo prazo e muita disciplina, o que reflete os valores da empresa. “Além disso, é um fenômeno multigeracional”, destaca o executivo.

Em outra entrevista para a Forbes Brasil, em 2021, assim que assumiu como CEO, Milton deixou claro o olhar direcionado para a inteligência artificial na modernização do banco. Seis anos depois, ele faz um balanço dessa trajetória, além de falar também sobre legado e novidades na área de alta renda. “Já completamos 70% da modernização tecnológica do banco. Temos previsão de desligar os mainframes, rodando em uma plataforma totalmente modernizada na nuvem.”

Nos últimos anos, o banco avançou em investimento tecnológico, sobretudo com foco em IA. Integrou a tecnologia em larga escala por meio da plataforma “Inteligência Itaú”, que permite operações como o Pix via WhatsApp sem a intermediação do aplicativo principal. Esta estratégia deu origem a um agente autônomo destinado a recomendar carteiras para 100 mil clientes Uniclass. Além disso, o banco investiu, de 2024 a 2025, mais de R$ 11 bilhões em tecnologia.

Forbes Brasil – Como a tecnologia tem viabilizado a transição de um banco puramente transacional para um modelo consultivo?
Milton – Fizemos investimentos enormes em plataforma tecnológica e gestão de dados para entender o comportamento de cada cliente. Isso permite a hiperpersonalização. Queremos ser menos transacionais e mais consultivos, tratando cada cliente de forma individualizada. A inteligência artificial é o grande viabilizador aqui. Lançamos o especialista de investimento 100% IA, que atende quem ainda não tem volume para um assessor humano, mas precisa de consultoria técnica. O objetivo é oferecer o produto certo, no canal certo, com responsabilidade e curadoria.

“A tecnologia é estratégica e é um direcionamento da administração e do conselho, que hoje conta com profissionais que vêm do mundo tech. Mas eu não acredito em uma área de inovação isolada”

Milton Maluhy

FB – Qual o balanço da modernização do banco e como isso afeta a velocidade de entrega para os clientes?
Milton – Já completamos 70% da modernização tecnológica do banco. Temos previsão de desligar os mainframes, aqueles grandes sistemas legados, nos próximos anos, rodando em uma plataforma totalmente modernizada na nuvem. Isso mudou nossa escala operacional de forma drástica: não muitos anos atrás, entregávamos mil soluções por mês para os clientes; hoje, fazemos quase 30 mil entregas de mudanças mensais. São ciclos curtos que nos permitem evoluir a experiência do usuário em tempo real.

FB – Como vocês estão trabalhando a questão da confiança e da tradição em um mercado cada vez mais competitivo e digital?
Milton – A confiança é fundamental, especialmente nas relações de alta renda. O banco completou 101 anos e vem se transformando ano após ano. Somos um banco de relacionamento, não apenas transacional. Em um mercado diverso, os clientes buscam solidez, ética e segurança, mas também a nossa capacidade de entregar valor em todas as frentes, do financiamento imobiliário ao investimento global. Oferecemos desde o atendimento humanizado com gerentes até o autosserviço digital de alta performance.

“Os heads e líderes são os responsáveis por garantir que seus times pensem em tecnologia. Se os executivos não tiverem um linguajar tecnológico, a transformação não acontece”

Milton Maluhy

FB – O banco avançou na internacionalização com a aquisição da Avenue. Como isso se integra ao ecossistema de alta renda do Personalité e do Private?
Milton – A Avenue tem um papel relevante na democratização do acesso ao investimento global. Hoje, com dois ou três cliques no aplicativo, o cliente Personalité ou Uniclass acessa uma conta global e diversifica o portfólio em outras geografias. No Private, a lógica é atender as famílias e as transferências de renda geracionais. Temos bancos na Suíça e em Miami para suportar essa plataforma global. O cliente consegue ver, de forma integrada, o que tem em reais e em moeda estrangeira, gerenciando o risco de seus ativos em um único lugar.

FB – Qual o papel da liderança nessa transformação tecnológica? É um tema que toma muito a sua agenda?
Milton – A tecnologia é estratégica e é um direcionamento da administração e do conselho, que hoje conta com profissionais que vêm do mundo tech. Mas eu não acredito em uma área de inovação isolada. A inovação deve fazer parte de todas as linhas de negócio. Os heads e líderes são os responsáveis por garantir que seus times pensem em tecnologia. Se os executivos não tiverem um linguajar tecnológico, a transformação não acontece. O novo vira legado muito rápido; por isso, criamos uma cultura de não ter apego ao passado e ter coragem para mudar.

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