Santa Catarina consolidou-se, ao longo de 2025, como o Estado com a menor taxa de desemprego do país, um feito que se estende por quatro trimestres consecutivos e evidencia um cenário de resiliência econômica e dinamismo no mercado de trabalho.
Segundo os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Estado registrou 2,2% de desocupação no quarto trimestre, bem abaixo da média nacional, que ficou em 5,1% no mesmo período.
Esses números refletem fatos concretos: redução da população desocupada, que caiu cerca de 19% em relação ao mesmo período de 2024, e crescimento da população ocupada, apontando para um mercado de trabalho mais ativo e inclusivo.
Apesar de um país ainda em recuperação pós-pandemia, Santa Catarina demonstra que políticas consistentes de fomento ao emprego, qualificação profissional e apoio ao empreendedorismo podem surtir efeitos duradouros para a população e para a economia regional.
Outro aspecto que chama atenção é a baixa taxa de informalidade: o Estado apresentou aproximadamente 25,7%, significativamente inferior à média nacional de 37,6%, o que indica que boa parte das contratações é formalizada, com direito a carteira assinada, contribuição previdenciária e maior segurança social para os trabalhadores.
Além disso, a taxa de subutilização da força de trabalho e o percentual de desalentados – pessoas que deixaram de procurar emprego – também figuram entre os mais baixos do Brasil, reforçando um cenário de maior confiança no mercado de trabalho catarinense.
Esses indicadores não apenas consolidam a posição de Santa Catarina no cenário nacional, como também sinalizam um ambiente favorável à estabilidade econômica e à qualidade de vida.
É importante, no entanto, que conquistas tão expressivas não sejam tratadas com complacência. A economia global segue vulnerável a choques externos, e a escassez de mão de obra qualificada apresentada por diversos setores pode se tornar um entrave ao crescimento sustentável.
Portanto, os desafios futuros passam por fortalecer a formação profissional, ampliar oportunidades para jovens e adultos e estimular investimentos que garantam a diversificação econômica, mantendo o Estado no caminho do desenvolvimento inclusivo.
Em um momento em que muitos Estados ainda lutam contra a instabilidade do mercado de trabalho, o desempenho de Santa Catarina em 2025 é um exemplo a ser analisado, debatido e, sobretudo, replicado com responsabilidade e planejamento no restante do Brasil.