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Brasil entre os países mais corruptos do mundo

Infelizmente a imagem do Brasil lá fora não é nada boa, de novo aparece entre os países mais corruptos do mundo. O Relatório da Transparência Internacional divulgado na terça-feira (10/2) coloca o Brasil na 107ª posição entre os 182 países e territórios avaliados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025. Esta é a segunda pior nota do país na série histórica do marcador.

 

No Índice de Percepção da Corrupção 2025, o Brasil obteve 35 pontos, ocupando a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados.

 

O resultado mantém o país em um patamar historicamente baixo, reforçando uma trajetória marcada por fragilidade institucional, baixa efetividade dos mecanismos de integridade e dificuldades persistentes de controle da corrupção no setor público.

Embora o Brasil tenha chamado a atenção internacional em 2025, pela resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia, também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF”, comenta o diretor executivo da Transparência Internacional-Brasil, Bruno Brandão.

 

Em comparação com:

  • a média global, o Brasil permanece abaixo do desempenho médio;
  • países com nível de renda semelhante, o desempenho brasileiro é inferior;
  • sua própria série histórica, o país não apresenta recuperação consistente desde os piores resultados registrados na última década.

Tendência histórica

Desde 2012, início da série do IPC, o Brasil oscila dentro de uma faixa restrita, sem conseguir sustentar avanços estruturais capazes de alterar sua posição relativa no ranking internacional.

 

A publicação destaca o “agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro e do aliciamento de autoridades públicas, revelado por uma sucessão de casos de grande impacto que expuseram vulnerabilidades profundas em duas áreas da economia formal: o sistema financeiro e a advocacia”.

E cita escândalos, como o caso do Banco Master e desvios de emendas, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro por meio de contratos públicos envolvendo lideranças partidárias e operando em pelo menos cinco estados.

O relatório também destaca a Operação Sem Desconto, “que expôs o maior esquema de corrupção previdenciária da história — atingindo centenas de milhares de aposentados e pensionistas e revelando falhas graves de governança no INSS”.

Agenda anticorrupção

Diante do que foi constatado, a Transparência Internacional faz uma série de recomendações aos poderes da República.

Entre elas, ao governo federal:

  • Fortalecer a integridade, especialmente na nomeação para altos cargos, e a transparência de agências regulatórias e demais órgãos de supervisão com atuação em setores estratégicos;
  • Investigar indícios de desvios e corrupção na distribuição de emendas parlamentares, especialmente em órgãos com histórico de irregularidades, conflitos de interesse e desvio de finalidade em sua atuação, como a CODEVASF e o DNOCS;
  • Assegurar que a renegociação dos acordos de leniência seja realizada a partir de critérios técnicos e objetivos, resultando em sanções proporcionais e dissuasivas e que haja transparência e espaços de participação das vítimas neste processo.

Para o Congresso Nacional:

  • Instalar a CPMI do Banco Master;
  • Solicitar, em caráter institucional, informações formais ao STF e ao Banco Central sobre: fundamentos e extensão do sigilo decretado no inquérito do caso Master no STF; cronogramas e atos já praticados; e registros oficiais de contatos entre autoridades do Judiciário e da autoridade monetária no período de análise do Master, com metadados de agenda;
  • Encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça avaliação técnico‑jurídica (consultorias do Senado e juristas externos) sobre boas práticas de prevenção de conflitos de interesse em Tribunais Superiores, com proposta de marcos de integridade aplicáveis no Brasil.

Ao Ministério Público:

  • Instaurar, no âmbito da PGR (Procuradoria-Geral da República), verificação preliminar sobre eventuais conflitos de interesse ou indícios de crimes relacionados às operações financeiras do resort Tayayá e aos contratos advocatícios de alto valor do Banco Master;
  • Manter uma postura ativa na defesa de acordos de leniência e de colaboração premiada que foram regularmente celebrados e servem de base para recuperação de ativos desviados em grandes esquemas de corrupção;
  • Garantir o cumprimento efetivo do teto constitucional na remuneração de membros do Ministério Público, abolindo privilégios e garantindo a transparência integral sobre as informações relativas à remuneração.

Para o Judiciário:

  • Instituir e implementar um Código de Conduta do STF (e normas correlatas para tribunais superiores), com regras objetivas de impedimento e suspeição; transparência ativa de agendas, viagens e hospitalidade; gestão de riscos em contratos e atividades de familiares; balizas para participação em eventos patrocinados;
  • Garantir o cumprimento efetivo do teto constitucional na remuneração dos magistrados, abolindo privilégios e supersalários;
  • Redistribuir o caso do Banco Master, no Supremo, por sorteio, para outro ministro sobre “o qual não paire suspeita de impedimento e conflito de interesses”;
  • Persistir na garantia da implementação das decisões do STF que declararam a inconstitucionalidade do Orçamento Secreto e práticas correlatas na distribuição de emendas, inclusive nos níveis subnacionais.

 

Fontes: Transparência Internacional e Metrópoles

 

 

 

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