O ano de 2026 se inicia com o Brasil em movimento constante, mas não necessariamente em progresso.
A sensação não é de retomada organizada, e sim de aceleração desordenada. O calendário nacional já se impõe como um obstáculo à produtividade, com uma sequência de feriados prolongados, pausas institucionais e agendas fragmentadas que comprometem o ritmo de trabalho, a previsibilidade e a estabilidade econômica.
O país entra no ano com suas atividades interrompidas por eventos que, embora culturalmente relevantes, paralisam setores inteiros.
O Carnaval inaugura essa lógica de suspensão, a Copa do Mundo amplia a desconexão entre produção e responsabilidade, e as Eleições de 2026 transformam o cotidiano em disputa permanente por atenção, recursos e poder. Escolhas fundamentais não fogem à regra na escolha de deputados, senadores, governadores e presidente que passam a dividir espaço com um ambiente de instabilidade política e econômica.
Ao longo do ano, o Brasil deve viver com o convívio num fluxo contínuo de interrupções.
O tempo se fragmenta, o planejamento se enfraquece e a economia sente os efeitos de um país que não consegue manter constância. 2026 não se apresenta como um ano de avanço, mas como teste de resistência: entre pausas, excessos e decisões, o país segue acelerado — não por eficiência, mas por desorganização. De qualquer forma, vamos à luta!